[Análise] Need For Speed Carbon

Started by BigPower, October 31, 2006, 11:03:44 PM

Previous topic - Next topic

BigPower

Need For Speed Carbon

O cheiro do carbonoââ,¬Â¦

Existem dois géneros de jogos de corridas - os simuladores e os arcades. Ambos têm um mercado muito próprio, por vezes de extremos. Se uns acham que um jogo deve manter o realismo extremo daquilo que seria conduzir um bólide na realidade, outros querem apenas deixar pegar e jogar, sem grandes curvas de aprendizagem. Sempre foi assim na história dos videojogos. Enquanto que muitos reclamam para si o maior realismo, a SimBin com GTR por exemplo, a Electronic Arts continua apostada em mugir até ao tutano a série Need For Speed. Sejamos honestos, a cena de tuning e corridas ilegais (muitas vezes de mão dadas) é a grande moda dos últimos anos, muito apoiada pelos filmes de culto da série Fast and Furious. E não havendo um título oficial decente convertido dos filmes, a EA continua a reinar neste formato.

Carbon é assim o mais recente título da série Need For Speed, o quarto título seguido em três anos dentro deste novo formato, com Underground a estrear-se em 2003. Se os primeiros dois títulos Underground centraram-se essencialmente em tuning e corridas ilegais, o anterior Most Wanted remeteu para segundo plano as modificações do carro, recuperando um dos melhores aspectos gerais da série - as perseguições policiais - que tanto furor fizeram no ââ,¬Å"velhinhoââ,¬Â Hot Pursuit. O que podem então esperar deste novo Carbon? A gigante americana voltou a baralhar as cartas e a dar de novo, desta vez temos uma unificação dos melhores elementos de tuning dos primeiros dois jogos, juntamente com as perseguições policiais de Most Wanted. O resultado é mais um título frenético, com algumas novidades, mas sinceramente não se afasta muito daquilo que já estávamos habituados.


Gostam do PTPsychomobil?
   
Os territórios e uma equipa vencedora!

O jogo divide-se essencialmente em dois modos de jogo: o formato carreira, onde iremos viver uma narrativa banal, protagonizada por Emmanuelle Vaugier, a menina bonita de serviço para este capítulo. O outro modo é o Challenge Series, muito apreciado no título anterior. Neste formato teremos de vencer provas com regras definidas, nomeadamente a bomba a conduzir, acedendo assim a desbloqueáveis para o modo carreira.

   

Um dos nossos rivais!
Se no jogo anterior o objectivo do formato carreira era ascender ao topo de uma lista de 15 rivais, tornando-nos no mais procurado, as coisas são um pouco diferentes neste novo capítulo. Agora o objectivo é conquistar toda a cidade, dividida por quatro grandes territórios, que por sua vez são repartidos por pequenos distritos. Aqui não entra qualquer tipo de reputação como vemos em muitos títulos de acção; aqui ganham-se as provas que cada distrito oferece para tomarmos conta do mesmo. Quando todos os distritos são conquistados num território teremos de correr contra o boss e só assim reclamamos para nós essa parte. O interessante é que por vezes os nossos territórios são ââ,¬Å"atacadosââ,¬Â e temos de participar nessa prova para mantermos a nossa supremacia ou corremos o risco de dar um passo atrás.


Os companheiros de equipa são uma das novidades!
   
Uma das maiores novidades deste título é a possibilidade de formação de uma equipa, abrindo um leque de novas opções. Se não quisermos defender um território, então podemos deixar que um dos nossos subordinados corra e dê o seu melhor. Mas as opções são mais evidentes. Cada membro do nosso grupo é uma personagem que vamos desbloqueando ao longo da campanha, cada um com um perfil e atributos activos e passivos. Ou seja, em muitas das provas que iremos participar podemos levar connosco um membro da equipa (a equipa pode ter um máximo de três elementos). Existem três acções que eles podem fazer durante as corridas: servir como batedor, significando que ele arranca na nossa frente e descobre atalhos ou mesmo patrulhas da polícia; pode ser usado como ââ,¬Å"armaââ,¬Â, espetando-se contra um adversário que designamos; e por fim como gerador de velocidade extra para nós, metendo-se à nossa frente e formando o cone de aspiração.

O uso dos companheiros é bem simples, estes têm uma barra de carregamento tal como o nitro, sempre que disponíveis basta-nos premir um botão e ele encarrega-se de fazer o resto. Acreditem que em muitas situações são bastante úteis, principalmente se usarem um membro capaz de abalroar o adversário nas provas mais renhidas. E muitas vezes chegam mesmo a ganhar provas, vitória igualmente concedida a nós.

Uma personalização de viaturas diferente

Se o seu uso activo está descrito, podendo agradar ou não aos mais puristas que não querem este tipo de ajuda (ignorem neste caso o seu uso, já que a sua presença na pista é obrigatória em muitas das provas) já de forma passiva estes ganham outra importância. Cada personagem tem ainda a capacidade de nos oferecer certos acessos a materiais exclusivos e principalmente perceberem o suficientemente de mecânica para nos deixar mexer no carro. Assim, aplicar determinadas peças no carro ou afinações está apenas acessível consoante as personagens que tiverem na equipa. Isto concede alguma estratégia no desenvolvimento da garagem de cada um, restringindo a liberdade habitual. Quer isto dizer que por vezes não basta comprar apenas um bólide, mas ter a personagem certa para o poder modificar.

Outro aspecto que irá condicionar a carreira do jogador é o tipo de viatura inicial, um dos primeiros passos a dar neste jogo. Entre um estilo tuning, exótico ou muscle, tudo aquilo que desbloquearem ao longo da campanha terá a ver com a escolha efectuada.


Ok! Chamem-me azeiteiro! Mas este tem a bandeira portuguesa no tejadilho!
   
Já que falamos em modificações, outra das novidades que muitos fãs irão receber de braços abertos é o Autoscuplt. Imaginem um editor comum de personagens como vemos em muitos dos títulos de desporto da EA Sports, mas desenhado para carros. Neste editor poderão personalizar cada viatura ao vosso gosto, praticamente conseguindo um modelo único em termos visuais. Assim, podem por exemplo adquirir um spoiler e depois modificá-lo, esticando-o, abrindo-o para os lados, para a frente, etc. O mesmo para qualquer tipo de componente estético como saias, traseiras, capots, tejadilhos, etc. Muito fácil de usar, este editor irá fazer algumas delícias daqueles que gostam de passar muito tempo na garagem a modelar o carro. No entanto, existem algumas limitações igualmente inerentes aos companheiros que têm na equipa.

   

O objectivo da campanha é conquistar este mapa!
Em relação aos componentes de performance, a editora optou por simplificar as opções, permitindo-nos adquirir vários tipos de pacotes, ao invés de peças apropriadas. Podem no entanto optar por algumas opções que determinam as preferências de cada um. Ao adquirir um pacote de travões, poderão optar se a incidência dos freios é mais acentuada à frente ou atrás, se preferem um carro mais seguro nas curvas ou mais deslizante. Outro exemplo com os nitros, quando adquirem poderão escolher se estes terão uma explosão mais potente ou de efeito mais prolongado em quatro padrões diferentes, oferecendo quase uma dezena de pequenas afinações. Resumindo, quando adquirem um componente não têm muitas opções, mas poderão fazer uma série de ajustes consoante o gosto de condução de cada um.


O novo formato do tuning!
   
Para este título temos ainda o modo Photo, que num formato semelhante ao Gran Turismo 4 nos permite rodar a viatura num formato livre, de forma a podermos apreciar todos os seus pormenores. Poderão depois tirar fotografias e partilhar com a comunidade online, sendo preciso uma conta da EA.

Em relação à polícia existem algumas novas afinações. Todos os elementos e perseguições do jogo anterior estão de regresso, incluindo pontos do cenário que podem ser destruídos, dificultando os perseguidores, assim como esconderijos. Já agora, durante as corridas esses pontos são igualmente disponibilizados, a grande diferença é que não são assinalados no mapa, mas facilmente visíveis na estrada. Quem tiver a perspicácia de os reconhecer poderá tentar recorrer a este factor. Voltando à polícia, existe agora uma presença mais acentuada por territórios. Em cada um teremos uma barra de procura que vai crescendo e quanto mais provas seguidas participarmos no mesmo sítio, mais as hipóteses de aparecerem. Podem no entanto baixar a barra de procura mudando o aspecto do carro ou pagando uma soma monetária, corrompendo as forças da lei.

As novas provas

Alguns dos desbloqueáveis das provas ganhas dizem respeito a cartas com bónus, tal como vimos no título anterior, oferecendo-nos por exemplo saídas sem multa da prisão, quando somos capturados. Além de cartas com componentes exclusivas quando batemos os bosses dos territórios ou somas de dinheiro.

Em relação às provas, regressam algumas dos jogos anteriores, assim como novidades. A principal diz respeito ao Drift, a prova que ganhou agora mais fama graças ao último filme da série Fast and Furious. O sistema foi modificado, tornando a tarefa mais simples aos jogadores, mas sem deixar de ter o seu próprio encanto. Existem dois formatos desta prova: em pistas fechadas ou descidas de montanha (Canyon Drift), sendo esta última bem mais difícil já que um erro pode enviar-nos penhasco abaixo, terminando de imediato a prova. Neste modo a visão afasta-se um pouco mais do carro, permitindo-nos gerir melhor os seus movimentos. Não há dúvida que nesta prova a viatura fica mais ââ,¬Å"nervosaââ,¬Â, sendo muito fácil pô-la a derrapar. Mas para ganharem pontos terão de acumular combos, manter-se em zonas delimitadas para mais pontos e se possível manter a velocidade elevada recorrendo ao nitro. Tudo isto sem bater nas protecções laterais das pistas, claro. Pessoalmente achei a prova inicialmente muito simplória e pouco divertida, mas mudei rapidamente de opinião ao fazê-la a bordo de grandes bombas, principalmente nas Challenge Series conduzindo por exemplo um Toyota Supra todo artilhado. Este menino tem um arranque fantástico e torna-se bem fácil de manobrar a alta velocidade.

Outra das novas provas chama-se Canyon Duel e é aplicada normalmente nos confrontos contra os bosses. Esta prova é feita a duas mãos: na primeira teremos de perseguir o adversário, mantendo-nos o mais próximo possível dele para amealharmos pontos; na segunda é o oposto, temos de ganhar a maior distância possível. O balanço dos pontos que cada um conquista na perseguição dita o vencedor. É uma prova bem difícil de participar já que tal como no Canyon Drift uma entrada mal calculada numa curva ejecta-nos para fora da montanha. Este factor é inimigo da velocidade, que se quer frenética. Difícil ou não, esta prova é cheia de adrenalina e bastante interessante, pena que não dê para mandar o adversário borda fora, pois ao mínimo toque nele perdem preciosos pontos!


O novo Drift é uma delícia!
   
Uma das provas mais emocionantes é as Gang Wars, um formato de corrida convencional, mas longas e disputadas entre 12 viaturas. Depois temos as habituais corridas de circuito, metas contra o tempo, passagem de limitadores de velocidade, e o velho formato de prova em que temos de ir de um ponto A a B.

   

O Autosculpt é uma das novidades!
Não podemos deixar de reparar numa maior facilidade de progressão na campanha. Ao fim de meia dúzia de horas de jogo tinha praticamente Ã,¾ do mapa conquistado e quase 50% de jogo feito. Aqueles que estão habituados a jogar anteriores capítulos irão denotar alguma diminuição da dificuldade. Isto prende-se um pouco com a diminuição dos cheats dos adversários, que deixam de ter boosts imaginários para nos apanhar. Foram muitas as provas onde deixei bem para trás os adversários e mesmo recuperar algumas corridas aparenta-se mais fácil. Não deixo no entanto de mencionar os famosos scripts que mais uma vez aparecem, com viaturas vindas do nada a abalroar-nos de forma injusta. Mesmo a polícia é agora mais fácil de despistar, e a sua incidência é menor que no jogo anterior.


Yumi ao nosso dispôr!
   
Todos os modos de jogo disponíveis poderão ser disputados em multiplayer online, tal como é habitual na série.

Graficamente o jogo mantém a mesma linha estética do anterior. Temos uma cidade livre de explorar e aceder aos eventos, desafiar companheiros que circulam ou simplesmente saltar de imediato para as provas. Mais uma vez a Electronic Arts aposta num ambiente nocturno com todas as provas a terem lugar à noite. Nem tudo é mau, pois sobressaem as luzes e os efeitos brilhantes das cidades, mas poderia haver mais diversidade. A cidade do jogo, Palmont, é baseada em locais reais americanos como Las Vegas e Los Angeles, por exemplo. Existem várias zonas identificáveis como uma Chinatown, auto-estradas, zonas portuárias, etc., apesar de achar que havia mais variedade de ambientes no título anterior. As viaturas que circulam nas vias começam a demonstrar mais detalhe e variedade.

A física está também mais apurada com mais elementos destrutíveis no cenário e agora já não ficamos presos em objectos mais mundanos como acontecia anteriormente. Parece-me ainda que houve um certo abuso na inclusão de efeitos de blur, muitas vezes deixamos de reconhecer os elementos do cenário. De lembrar ainda a inclusão de publicidade no jogo, com cartazes de artigos reais, tal como noticiámos aqui. As sequências animadas presentes no jogo são em full motion com actores reais, mas com um traço em cima conferindo-lhe um aspecto mais cartoonesco e inserido no cenário.

No campo sonoro a Electronic Arts apostou num formato mais hardcore do factory, e no hip-hop. Muitos não irão conhecer as músicas, mas acabam por se adequar muito bem ao ambiente do jogo. Fiquem com a lista completa das bandas e músicas aqui. Já o som dos motores a roncar mete respeito, assim como as travagens mais apertadas.

Quanto a viaturas, estas continuam muito bem modeladas, com os habituais brilhos e reflexos espampanantes. Claro que os danos são apenas superficiais, como arranhões e alguns vidros partidos. A física correspondente às três classes difere entre si. Para os interessados aqui fica a lista de carros disponíveis no jogo (fonte: wikipedia):

2006 Alfa Romeo Brera
2004 Aston Martin DB9
2003 Audi Le Mans Quattro
2003 BMW M3 GTR
2006 Chevrolet Camaro Concept**
1967 Chevrolet Camaro SS
1970 Chevrolet Chevelle SS
2006 Chevrolet Corvette Z06
2006 Chrysler 300C SRT8
1971 Dodge Challenger*
2006 Dodge Challenger Concept
1969 Dodge Charger R/T
2006 Dodge Charger SRT-8
2006 Dodge Viper SRT-10
2005 Ford GT
2006 Ford Mustang GT
2007 Jaguar XK**
2006 Koenigsegg CCX**
2004 Lamborghini Gallardo
2004 Lamborghini Murcielago
2007 Lamborghini Murcielago LP640
2004 Lotus Elise
2007 Mazda MAZDASPEED3
1999 Mazda RX-7
2003 Mazda RX-8
2005 Mercedes-Benz CLK500
2005 Mercedes-Benz SL65 AMG
2004 Mercedes-Benz SLR McLaren
1999 Mitsubishi Eclipse GSX
2006 Mitsubishi Eclipse GT
2006 Mitsubishi Lancer Evolution IX MR Edition
1992 Nissan 240SX**
2006 Nissan 350Z
1999 Nissan Skyline R34 GT-R
2006 Pagani Zonda F*
1970 Plymouth Barracuda
2006 Pontiac GTO
2004 Porsche Carrera GT
2006 Porsche Cayman S
2005 Renault Clio V6
1967 Shelby GT500
2007 Ford Shelby GT500
2006 Subaru Impreza WRX STi
1998 Toyota Supra
2005 Vauxhall Monaro VXR
2006 Volkswagen Golf R32

* Exclusivo para a versão EA Downloader Collectors Edition
** Exclusivo Collectors Edition

Para concluir, Carbon é um título bem mais acessível que os anteriores, sendo a sua progressão pela campanha mais rápida. O número de provas disponíveis diminuiu, mas faz com que os jogadores evitem cair na monotonia. Os novos formatos Drift e Canyon Duel são uma adição importante e interessante. A estratégia que envolve a formação da equipa e todas as condicionantes inerentes é muito bem-vinda. E claro, o Autosculpt permitirá aos mais criativos desenharem os seus próprios bólides! Se gostaram dos anteriores títulos da série não podem perder este Carbon, caso contrário, também não é agora que vão cair de amores!

by PTGamers

radikal-rider

Bom post, li grande parte dele.
Para mim só por ter este carro 1967 Shelby GT500 já é um bom jogo lol

r1c4rd0100



MuStAnG

Quando é que os gajos tiram os Mercedes CLK e mais num sei das quantas e metem ai uns Civic\\'s??? Esses carros é que dão gosto modificar...

radikal-rider

QuoteQuando é que os gajos tiram os Mercedes CLK e mais num sei das quantas e metem ai uns Civic\\'s??? Esses carros é que dão gosto modificar...

Isso depende do gosto, mas eu também concordo contigo.

cytrok

este jogo deve estar demais msm!!   :wink:

cocacola


Jasmim

Desde o need for speed nderground que os need for speeds têm sido copias exactas dos anteriores para não falar da má qualidade do jogo. No entanto vendem, fazendo com que os senhores da EA tentem fazer um jogo por ano e nao apenas um bom jogo. $$$$$

acviper

Ja tenho o jogo ta lindo mesmo  Ja vou a 72%

SkyRunner

QuoteBom post, li grande parte dele.
Para mim só por ter este carro 1967 Shelby GT500 já é um bom jogo lol  

tb és fâ da ellenor do "Gone in 60 Seconds"????lol

radikal-rider

Quote
QuoteBom post, li grande parte dele.
Para mim só por ter este carro 1967 Shelby GT500 já é um bom jogo lol  

tb és fâ da ellenor do "Gone in 60 Seconds"????lol

Podes crer

acviper

Mas atenção é só o Shelby GT 500 nao é o Shelby GT 500 Eleanor a frente do normal e diferente

jr_underworld

tou ansioso para o começar a jogar...

radikal-rider

QuoteMas atenção é só o Shelby GT 500 nao é o Shelby GT 500 Eleanor a frente do normal e diferente

Pois isso já era de esperar, mas poderá dar para modificar, ou não...

DarkSoul

eu ainda tou a sakar mas estou desejoso por JOGAR!!!!!!!

radikal-rider

Eu também tou a sakar, são muitas partes dass...

BigPower

O meu vai nos 87% nunca mais acaba!
 :x