Just Cause (Pc/Xbox/Ps2)

Started by tico, October 19, 2006, 04:32:10 PM

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Just cause (Pc/Xbox/ps2)

O novo Rico
 
É sempre um pouco injusto reduzir um título que levou muitos meses em produção a uma única sentença, mas há que dizer directamente as coisas: Just Cause é um evidente clone de GTA. Pronto, agora com isso fora do nosso sistema, temos possivelmente mais capacidade para o apreciar.

Just Cause não vai mudar o mundo. Nem sequer vai revolucionar a forma como encaramos os jogos em termos visuais. Mas nas versões jogáveis já pudemos perceber umas coisas, essencialmente que se trata de um título de acção com uma boa profundidade, e capaz de nos proporcionar umas horas bem passadas. Até mesmo com algumas gargalhadas no meio, mas sobretudo com muitas acrobacias.


Acho que a prioridade é minha...

Weeeeeeeeââ,¬Â¦ splosh!

Nos tempos que correm, convém ter sempre uma na manga, nem que seja simbólica, só para dizer que ââ,¬Å"ao menos arriscámosââ,¬Â. A Avalanche pegou no conceito levado ao sucesso por GTA, mas juntou-lhe algo raro - de repente apenas me lembro de Pursuit Force na PSP - nos videojogos: um herói que efectua umas acrobacias dignas do melhor duplo de cinema do mundo. Não, esqueçam isso, dignas do Super-Homem nos seus melhores dias.

Rico Rodriguez é um agente especial da CIA. E é especial também no sentido de que ele pratica queda livre como quem troca de camisa, para abrir o pára-quedas no último segundo. Tudo para ganhar uns meros segundos numa perseguição ou fuga. Mas também faz outras coisas como saltar para o topo do carro que conduz, colocar-se perto do carro de um inimigo, e saltar para o tejadilho deste. Aí, pode entrar de rompante pela janela e pontapear o condutor para fora. Ficamos assim com um carrinho para nós.

Ainda existe outra adição original, o gancho. Ao dispará-lo para um carro ou outro tipo de veículo, vamos poder usar o pára-quedas para um pouco de parasailing, e se a boleia não nos chegar, podemos içar-nos para nos apoderarmos dele.



Estas acções não servirão apenas como enfeite, vão dar muito jeito na enorme campanha, e convém dominá-las. Rico é muito versátil, podendo ainda nadar e conduzir todo o tipo de veículos - carros, motas, barcos e aviões. Isso vai ajudá-lo a atravessar a enorme ilha de San Esperito (1024 KM2), paraíso tropical com ares de Far Cry e com cultura de Boiling Point. Esta última referência é mesmo claramente assumida pelos criadores do jogo, mas felizmente pelo que pudemos desde já experimentar, não parece estar minado de bugs como a obra da Deep Shadows.

ââ,¬Å"You\\'ll just break itââ,¬Â¦Ã¢â,¬Â


 
A estrutura do jogo é, mais uma vez, semelhante aos GTA. Temos um cenário de livre movimento (exceptuando a primeira missão, que inclui a descida para a ilha), com 21 missões fulcrais à história, e uma série de tarefas secundárias, que contribuem para ganharmos novas armas, veículos, etc. e tal. Depois ainda existem as missões secretas, aquelas que despoletamos, do género recolher 5 malas de dinheiro numa vilazinha - GTA anyone?

Com o nosso progresso vamos conquistando novas bases espalhadas pela ilha, onde temos não só o ponto de partida para missões, como munições, e mesmo uma garagem para guardar alguns veículos a que nos tenhamos afeiçoado.

Estão a jogar, e imaginem que numa acrobacia doida, explodem com o carro e dão com vocês a milhas da próxima estrada. Não desesperem, uma passagem pelo PDA, e está lá uma opção que requisita um veículo de emergência, caído dos céus - ou melhor, largado por um helicóptero. Se preferirem, podem escolher a opção de um helicóptero vos levar até à base à vossa escolha. Sim, que isto de ser da CIA em missão de alto risco não é só ââ,¬Å"Se te capturarem, nunca ouvimos falar de tiââ,¬Â.


Com vários cartéis em combate, temos de saber mexer os cordelinhos para criar uma guerra que nos favoreça. Assim, existem vilas pela ilha (que está dividida em províncias) dominada por este ou aquele cartel. Conquistando o poder para um lado, ficamos com preciosos aliados e um maior domínio da ilha. Tal como em San Andreas com as suas lutas pela posse dos bairrosââ,¬Â¦



Os combates de Just Cause são extremamente simples, muito árcade. E pelo que reparei, fáceis. Os inimigos mortos deixam ficar muitas munições e energia, e não primam pelo uso dos neurónios, preferindo ficar a disparar em campo aberto. O sistema de mira no PC beneficia do uso do rato para melhorar a jogabilidade, e usando a visão aproximada para melhor pontaria (por cima do ombro) conseguimos uns duelos bem frenéticos, mais agradáveis do que nas versões consola. Esqueçam também qualquer aspecto semelhante à vertente RPG de Boiling Point, por mais leve que fosse. Acção é a palavra de ordem.

Nas antevisões PS2 e Xbox, mencionámos que a Avalanche reconhece que os PCs iam ser prejudicados por Just Cause estar a ser feito com as consolas old-gen em mente. No entanto, parece-nos um pouco exagerada a afirmação, porque tanto no PC como na Xbox 360 ele se apresenta com bom aspecto, muito colorido e cheio de efeitos em voga, como bloom ou blur. Não é realmente um título de nova geração, mas não envergonha visualmente, de maneira nenhuma.

Acabo como comecei. Just Cause não vai ser o jogo do ano, nem sequer do período de Natal. Mas não deixo de antever um título interessante, um clone de GTA que parece ter um mérito que é mais raro do que devia ser hoje em dia: ser um clone com alguma qualidade. Vamos crer que sim.



















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Demo : Just Cause (PC)

Fonte: Ptgamer


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