Terror nas Montanhas (The Hills Have Eyes)

Started by Flávio Gonçalves, October 02, 2006, 06:00:56 PM

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Flávio Gonçalves

Se são fanáticos ou gostam de ver um bom filme de terror, este filme é imperdível...

Mistura o terror psiólógico com a grande tensão. Já saiu em DVD a versão de realizador e se alguma vez quiserem ver, comprem o filme... ficarão chocados.

Podem ver a sinopse aqui:

Uma família americana idílica viaja pelo sudoeste do seu país. Mas a sua viagem conhece um desvio para uma área fechada ao público e, mais importante, à sociedade. Trata-se de um espaço usado pelo governo norte-americano para testes nucleares que supostamente estaria vazio. Será que a avaria do carro dos Carters exactamente naquele local foi pura coincidência, ou será que os seus secretos habitantes planearam uma armadilha?


... o elenco...

Aaron Stanford, Kathleen Quinlan, Dan Byrd, Ted Levine

.. as críticas...

Passados 29 anos, Alexandre Aja apresenta-nos o seu espectacular remake do filme de culto ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Â de Wes Craven.

A família Carter decide fazer uma viagem para celebrar os anos de casado do pai Bob (Ted Levine) e da mãe Ethel (Kathleen Quinlan). Seguem caminho no seu carro com "rollote" em direcção à Califórnia; mas por curiosidade de Bob acabam por se deparar em pleno deserto do Novo México. Depois de uma breve passagem por uma bomba de gasolina, eles seguem por um caminho de terra batida que acaba por marcar o destino do carroââ,¬Â¦ e da família. Isto porque eles não estão sozinhos naquele deserto. Há alguns anos atrás, mineiros que trabalhavam naquela zona sofreram as consequências de vários testes atómicos feitos pelo exército americano na zona. Alterações genéticas acabam por moldar-lhes os corpos e as mentalidades, começando então um ódio por todo e qualquer ser humano que passe por aquela zona.

Com Ted Levine (ââ,¬Å"Silence of the Lambsââ,¬Â), Kathleen Quinlan (ââ,¬Å"The Twilight Zoneââ,¬Â), Dan Byrd (ââ,¬Å"Mortuaryââ,¬Â) e Vinessa Shaw (ââ,¬Å"Eyes Wide Shutââ,¬Â), ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Â é um filme escrito por Alexandre Aja (ââ,¬Å"Haute Tensionââ,¬Â) e Gregory Levasseur e produzido por Wes Craven ââ,¬â€œ realizador da histórica versão dirigida em 1977.

Com um cenário representado pelo majestoso deserto da zona marroquina de Ouarzazate, ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Å" é daqueles filmes que decerto vai cair na tentação de ser considerado melhor que o seu original. Este remake torna-se poderoso pela mistura que faz entre o suspense e o horror ââ,¬â€œ vindo da versão de Wes Craven ââ,¬â€œ juntamente com um estilo moderno de filmagem e edição, uma poderosa mistura de som e as próprias representações dos actores. Uma combinação espectacularmente bem realizada. A violência explícita, o suspense e o horror entram de uma forma natural em cada plano, que subtilmente nos vão carregando de tensão.

O argumento, à partida criado por Wes Craven, ganha neste remake uma força tremenda. Em 1977, ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Â chocou e marcou sem dúvida pela sua agressividade imposta no argumento; neste remake, essa agressividade é ainda mais poderosa, numa estranha harmonia de consistência e horror.

O desempenho dos actores está satisfatório e a cinematografia está realmente muito boa. Planos certeiros, uma luz ideal e cenários imponentes. Uma coerência acertada para um filme que vai, sem dúvida, penetrar nas sensações de cada um.

Se ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Â de Wes Craven já pregava uma pessoa ao ecrã, então a versão de Alexandre Aja vai surpreender em variados aspectos. A não perder ââ,¬Â¦8/10ââ,¬Â¦. João Abreu

Crítica

Quando soube que o velhinho ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Â de Wes Craven ia ter direito a um remake, fiquei algo apreensivo. Em parte porque o nome de Alexadre Aja despertava-me sentimentos antagónicos. Esse antagonismo reside na relação de amor-ódio que tenho com o seu filme anterior, ââ,¬Å"Haute Tensionââ,¬Â. Embora tenha ficado extremamente desiludido com o desfecho do filme, a atmosfera tensa que o realizador francês cria e desenvolve ao longo da película é extraordinária.

Após ter visto este ââ,¬Å"The Hills Have Eyesââ,¬Â, decidi perdoar Aja pelo sacrilégio de ter suicidado o seu filme anterior. Estamos perante um excelente survival thriller, dinâmico, robusto, incansável na linha coerente que percorre.

As personagens possuem a densidade emocional necessária para dar vida a todo o cenário dantesco que as vai circundar naquela tarde fatídica. Não há emoções descartáveis. O turbilhão de sentimentos é genuíno, é maciço; denso como uma noite de nevoeiro que nos gela os ossos.

A acção passa-se no deserto de Novo México mas - contrariamente à versão original, que foi filmada na Califórnia ââ,¬â€œ o filme foi rodado em Marrocos, nas paisagens vastas e áridas de Marrakech e Ouarzazate. Este último local tem a alcunha de ââ,¬Å"Porta do Desertoââ,¬Â (pela sua proximidade com o Sahara) e possui um dos maiores estúdios de cinema do mundo, onde imensos épicos já foram rodados (ââ,¬Å"Cleópatraââ,¬Â, ââ,¬Å"Kundunââ,¬Â, ââ,¬Å"Gladiatorââ,¬Â, ââ,¬Å"Alexanderââ,¬Â, ââ,¬Å"Kingdom of Heavenââ,¬Â, etc).

Alexadre Aja conseguiu extrair daquele local uma atmosfera brutal. Um espaço ermo de rocha e areia, banhado por um sol abrasador e rodeado por montanhas com silhuetas assustadoras. Ele transforma aquele deserto num inferno. Um inferno tão intenso que o espectador sente as sádicas labaredas a queimar a sua pele.

O apetite de Gore do realizador francês ââ,¬â€œ bem evidenciado em ââ,¬Å"Haute Tensionââ,¬Â ââ,¬â€œ continua presente. Há inúmeras situações brutais, cuja natureza explícita faz estremecer, e há violência psicológica e sádica que ameaça meter os nervos em franja. Mesmo assim, numa ou noutra situação, fica a sensação que se poderia ter aprofundado ainda mais, especialmente na segunda vertente. E, de facto, Aja queria fazê-lo. Foi impedido pelos estúdios devido às habituais restrições comerciais, que impuseram diversos cortes à versão final que o realizador tinha idealizado. Nada que um futuro Directorââ,¬â,,¢s Cut em DVD não resolvaââ,¬Â¦

Numa óptica pessoal, há mais alguns pormenores que poderiam ter sido melhorados, como o esforço excessivo em explicar ou evidenciar alguns factos que deviam permanecer implícitos ou subentendidos. Um ou outro desfecho improvável, notoriamente para criar ênfase dramático. O uso frequente de armas de fogo, na minha opinião, suaviza a brutalidade e atenua a tensão inerente às limitações dos meios de defesa de curto alcance. Mas, como referi, são meros pormenores que, felizmente, não afectam o produto final.

Estamos perante uma excelente revitalização cinematográfica. Uma passagem de testemunho geracional, de um mestre para alguém que poderá para aí caminhar. Poderáââ,¬Â¦ ââ,¬Â¦8/10ââ,¬Â¦. Victor Melo

... o trailer...

http://www.apple.com/trailers/fox_searchli...hehillshaveeyes

... o site ...

http://www2.foxsearchlight.com/thehillshaveeyes

... no IMDB ...

http://www.imdb.com/title/tt454841

... e o Poster



Bom filme... se viram, digam o que acharam!


warezratito

Tenho o filme, já vi é baseado em factos reais, como todos sabemos existem coisas ainda por desvendar e bastante ocultas as quais passa muito mas muito ao lado do ser humano comum.

80% das pessoas que vêm este genero de filmes não liga muito se é ou não sobre algo que tivesse acontecido pura e simplesmente querem é algo assustador, o resto pouco importa, mas deve-se ter em atenção que ninguém está livre que um dia por alguma fatalidade do ser humano possa acontecer alguma coisa de terrivel (Espero que não!)

Quanto a cenários e argumento e actores acho que tudo já foi dito, vale a pena diferente ao do wes craven mas actualmente é moda novamente se criarem Remakes, é bom quando está bem feito, alguns Remakes criados ficam muito aquem a razão porque sempre ficamos de pé atráz. Abraços

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