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Started by r1c4rd0100, September 26, 2006, 07:09:39 PM

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Fusão entre TMN e Optimus aprovada com condições agressivas


A Autoridade da Concorrência prevê medidas agressivas para compensar a fusão entre Optimus e TMN, prevista pela OPA lançada sobre o capital da PT. Segundo o Diário Económico, estas condições poderão fazer a Sonae recuar.

O tema "OPA da Sonae sobre a PT" está longe de gerar consenso na Autoridade da Concorrência (AdC) e este terá sido o principal motivo para a tomada de medidas austeras para uma futura e eventual fusão entre Optimus e TMN. De salientar que o relatório final da AdC ââ,¬â€œ que já vai na 89Ã,ª versão ââ,¬â€œ será conhecido até ao final da semana, quase oito meses após o lançamento da OPA.
Para afastar críticas, incluindo dentro da própria AdC, o presidente da Sonaecom, Paulo Azevedo, será obrigado a cumprir um conjunto de regras classificadas como muito duras, segundo avançou o Diário Económico.

Assim, o presidente da AdC, Abel Mateus, anunciou que pretende autorizar a fusão da Optimus e da TMN, um dos pontos centrais da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom sobre a Portugal Telecom. No entanto, a falta de consenso entre os membros do conselho da AdC está a obrigar o presidente do regulador a aumentar a austeridade dos remédios que permitirão aprovar a operação.
Do lado da Sonaecom, que no final da semana passada ficou a conhecer a 89Ã,ª. versão do projecto de decisão, há cada vez mais dúvidas sobre a concretização da operação.

Aliás, a Sonaecom já afirmou que as medidas da AdC são Ã,«violentas e agressivasÃ,», e pondera não fazer o registo da operação. Recorde-se que a empresa, logo no início da oferta pública de aquisição, advogou que a fusão da TMN e Optimus iria resultar em sinergias de 2 mil milhões de euros e que caso esta operação fosse chumbada pela AdC, a OPA cairia por terra. O conselho de administração da Sonaecom reúne-se esta semana para tomar uma decisão final.

Para o Governo, as divergências internas na Concorrência Ã,«que se repetem no seio da AnacomÃ,» são vistas como uma garantia de que a decisão será equilibrada.
Além disso, Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, terá sempre a última palavra a dizer sobre o assunto: a "golden share" que detém na Portugal Telecom permiti-lhe travar a OPA, fazendo uso do direito de veto inerente às acções de categoria A, caso esta seja aprovada em assembleia geral.

Fonte: ciberia