Bentley apresenta novo conversível em Nova York

Started by r1c4rd0100, April 13, 2006, 12:25:09 PM

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Primeiro veio o belo cupê Continental GT, em 2003. Depois, o sedã Continental Flying Spur, em 2005. Agora, em abril de 2006, a tradicional marca britânica Bentley, controlada pela Volkswagen, apresenta a versão conversível do cupê, a GTC, no Salão Internacional do Automóvel de Nova York.

O novo veículo completa a linha Continental, da lavra do designer brasileiro Raul Pires, que, de estagiário de design na Volkswagen daqui, passou pela Skoda antes de chegar ao topo do departamento de design da fabricante de carros de luxo da Grã-Bretanha, em Crewe.

O novo carro mantém o motor W12 biturbo 6,0-litros de 560 cv e 66,3 kgfm já a 1.600 rpm, o sistema de tração nas quatro rodas e a suspensão a ar que tornaram os outros modelos da linha mais do que festejados. A diferença é que carro também ultrapassa os 300 km/h (chega a 312 km/h, para ser mais exato), mas o faz com a capota arriada (306 km/h, neste caso). A transmissão é uma ZF, automática, de seis marchas.

O sistema, aliás, não seguiu a tendência de capotas rígidas escamoteáveis no porta-malas, mas sim o mais comum, com capota de lona. Quando começar a ser vendido, perto do final deste ano, o GTC terá como companhia o Azure, conversível baseado no sedã Arnage. O novo lançamento completa a linha Continental.

A maior preocupação para os apreciadores de conversíveis é a torção da carroceria, que tende a ser maior com a remoção da parte superior. No GTC, a empresa quis conferir uma rigidez à torção de 30 Hz, números, segundo a fábrica, ââ,¬Å"incríveis para um conversívelââ,¬Â. O objetivo foi atingido com reforços de aço nos extremos da carroceria e por travessas de reforço instaladas longitudinalmente sob a cabine.

A capacidade de carga, como é regra em quase todo esportivo, é pequeno. São 235 litros, porta-malas semelhante ao de um Fiesta Street. O que faz a diferença, além do desempenho, é o refinamento com que o carro é fabricado. O painel tem aplicações de nogueira ou outros quatro tipos de madeiras nobres e o volante é revestido em couro, importado de países mais ao norte da Europa porque os insetos que poderiam danificar o couro não gostam de frio. Até aí, nada de mais, mas o volante é costurado com duas agulhas, simultaneamente.

Apesar de a marca não ter representação oficial no Brasil, é possível encontrar alguns poucos importados de maneira independente. Quem sabe a marca não resolve, um dia, aportar oficialmente por aqui? Os fãs de carros agradeceriam.








Texto: Gustavo Henrique Ruffo
Fotos: Divulgação

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