[Notícia] Médicos chegam a receber 2.500 euros por dia

Started by trmanco, September 08, 2008, 10:02:18 PM

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trmanco

Médicos chegam a receber 2.500 euros por dia em urgências de hospitais públicos

QuoteHá médicos que ganham 2.500 euros numa urgência de 24 horas num hospital público, quando contratados por empresas privadas. Alguns pertencem ao quadro da unidade de saúde onde fazem o ââ,¬Ëœbancoââ,¬â,,¢ através da empresa

Anestesiologia, obstetrícia ou pediatria são especialidades em que há falta de profissionais. A solução tem passado pelo recurso a empresas privadas de médicos que cobram valores muito superiores aos pagos por hora extraordinária aos profissionais dos quadros dos hospitais.

As empresas privadas recrutam os médicos nas urgências hospitalares, a quem convidam para realizar ââ,¬Ëœbancosââ,¬â,,¢ em determinados hospitais.

Por se tratar de uma situação comum a hospitais em todo o país, alguns médicos chegam a ser convidados pelas empresas - através de um telefonema ou por correio electrónico - a irem prestar ââ,¬Ëœbancosââ,¬â,,¢ em hospitais em cidades distantes daquelas onde trabalham.

Um médico que trabalha num hospital em Lisboa disse à Lusa que é regularmente convidado para ir fazer ââ,¬Ëœbancosââ,¬â,,¢ a várias zonas do país.

Este clínico confidenciou que chega a receber propostas de 2.500 euros por ââ,¬Å"bancoââ,¬Â de 24 horas, mais do que ganha num mês, embora garanta que nunca aceitou.

Quando aceitam, os médicos assinam um contrato com a empresa e é com esta que têm um vínculo.

A Lusa teve acesso a um contrato que define as normas de acordo para a prestação de serviços na Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

Os médicos obstetras que trabalham para esta empresa têm de subscrever um seguro de responsabilidade civil profissional no valor de três milhões de euros para Ã,«cobertura de danosÃ,».

De acordo com o contrato, o médico recebe por hora entre 45 euros (interno) e 55 euros (especialista chefe de equipa).

Um valor mais do que três vezes superior ao que é pago, por exemplo, à coordenadora das urgências na MAC, Clara Soares, que recebe 16 euros por hora, disse a própria à Lusa.

Na MAC tem sido frequente o recurso a empresas que, em Agosto, forneceram obstetras para 74 turnos de 12 horas, o que representou uma despesa de cerca de 50 mil euros só para aquela especialidade.

Para conseguir obstetras suficientes nas urgências, a MAC precisa ainda de recorrer aos próprios médicos do quadro da Maternidade, que realizam mais horas extraordinárias pagas pela empresa privada, que depois cobra ao hospital, como contou à Lusa Clara Soares.

A obstetrícia não é, contudo, a especialidade mais cara, cabendo à anestesiologia essa prerrogativa.

De acordo com o administrador da MAC, Jorge Branco, um anestesiologista fornecido por uma empresa pode custar 100 euros por hora. Em casos de ââ,¬Ëœbancosââ,¬â,,¢ de 24 horas, a despesa por médico pode ascender a 2.400 euros.

    Estes montantes não são incluídos na rubrica das despesas com pessoal, sendo antes classificados como gastos com aquisição de serviços, impedindo assim que sejam ultrapassados os limites para as horas extraordinárias.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia, Lucindo Ormonde, o recurso a estas empresas é uma situação Ã,«perigosaÃ,» e não passa de um Ã,«jogo financeiroÃ,».

Ã,«O médico [da empresa] vai lá [à urgência hospitalar] fazer umas horas, sem qualquer outra motivação além do lucroÃ,», disse, lamentando que o espírito de equipa e a necessária aprendizagem não contem nesta equação.

A mesma opinião tem Manuel Delgado, ex-presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares e administrador do Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Neste hospital, cerca de dez por cento dos médicos nas urgências são fornecidos por empresas e são Ã,«mais bem pagos que os do hospitalÃ,», reconhece o administrador, que considera Ã,«um absurdoÃ,» os preços pedidos por hora e lamenta que a sua actividade seja pautada apenas por Ã,«um normativo comercialÃ,».

Por mês, os médicos destas empresas custam até 6.000 euros ao Curry Cabral e são essencialmente de medicina interna.

Em alguns casos, adiantou, os hospitais encontram-se numa situação limite ficando sujeitos a este tipo de ââ,¬Å"chantagemââ,¬Â por parte das empresas que ââ,¬Å"pedem o que queremââ,¬Â, o que ââ,¬Å"não é saudável para a economiaââ,¬Â do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Também o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, recorre a empresas para assegurar a presença de anestesiologistas nos blocos cirúrgicos, devido ao Ã,«aumento da produção cirúrgicaÃ,» naquele hospital, disse à Lusa o administrador.

Adalberto Campos Ferreira garante, no entanto, que o objectivo do hospital é ââ,¬Å"não depender de nenhuma empresaââ,¬Â, pois o que estas cobram é ââ,¬Å"sempre superiorââ,¬Â ao pago ao pessoal do quadro.

No Hospital de Évora, as empresas são responsáveis por entre 50 a 100 turnos por mês nos serviços de urgência.

Fonte da administração disse que as empresas fornecem médicos para urgência geral, medicina interna, pediatria, cardiologia, ginecologia e obstetrícia, ortopedia e cirurgia.

O Hospital de Faro recorre a empresas de médicos há dez anos, como disse à Lusa a directora clínica, Helena Gomes, que não divulga o preço por hora que paga à empresa, nem o que recebem os clínicos.

Na actividade de rotina existem médicos fornecidos por empresas na radiologia, mas é na triagem clínica que esta presença é maior, com médicos de clínica geral que asseguram este serviço 24 horas por dia.

Nas urgências trabalham ainda médicos fornecidos por empresas das áreas de anestesiologia e obstetrícia.

Helena Gomes garante que o hospital se certifica da qualidade destes médicos e tenta pagar valores não muito superiores aos cobrados pelo quadro.

Outros hospitais contactados pela Lusa - como o São João (Porto) e os Universitários de Coimbra - optaram por equipas fixas e por isso não recorrem aos serviços das empresas.

O bastonário da Ordem dos Médicos está ao corrente desta situação. Ã,«Ninguém pode criticar os médicos por quererem ganhar mais. Não foram os médicos que inventaram a empresarialização dos hospitaisÃ,», disse.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade...ntent_id=108213

Nuno Coutinho

Mas que abuso, não se baixem as médias para haverem mais médicos que não é preciso.

MoHa

Já tinha ouvido essa notícia no telejornal.
Não percebo muito bem com há pessoas a ganhar o ordenado mínimo, deve ser para "cativar" os jovens a seguir medicina, mas eu pergunto não seria melhor distribuir o dinheiro por pessoas com ordenados mais baixos ou então usa-los para outros fins.
Também pergunto se não seria mais fácil baixar as médias de medicina em vez de "cativar" com ordenados tão altos comparados com outras pessoas que têm um ordenado de 300 euros.
Vemos noutros países mais desenvolvidos que Portugal médias mais baixos para medicina, mas enfim é o que temos.
Smells like Tuna, Tastes Like Chicken .


Nuno Coutinho

O problema dos médicos em Portugal são as médias exageradamente altas. Fora do Pais é que está a alternativa.

drk_age

QuoteO problema dos médicos em Portugal são as médias exageradamente altas. Fora do Pais é que está a alternativa.

O problema de tirar o curso fora do pais, mais propriamento fora da UE é que para exercer a profissão em Portugal é necessario que alguem de reconhecimento de que essa pessoa esta habilitada para tal.

Eu disse alguem porque não me recordo do nome da entidade.

E muitas familias mal têm dinheiro para conseguir sustentar o ensino superior quanto mais para colocar os filhos a estudar fora do pais.


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Tudo bem é um exagero, mas há muitos que fazem o papel de uns 10 médicos e estam várias horas nos hospitais, com família em casa
Achoqueabarradeespaçoestacomalgumproblema

Lok

QuoteTudo bem é um exagero, mas há muitos que fazem o papel de uns 10 médicos e estam várias horas nos hospitais, com família em casa

Mas aì è que está o problema, não conheces pessoal que tem empregos mais humildes, trabalha que nem um cão e tem uma família por sustentar, a casa por pagar e com um ordenado de merda?
Em vez de haver mais equilíbrio entre os ordenados, temos gajos a ganhar milhares e outros a ganhar centenas. Depois perguntam-se como podem as pessoas poupar dinheiro para investir quando o ordenado não dà para ter uma vida decente.
There is a time when the operation of the machine becomes so odious, makes you so sick at heart, that you can't take part; you can't even passively take part, and you've got to put your bodies upon the gears and upon the wheels, upon the levers, upon all the apparatus, and you've got to make it stop. And you've got to indicate to the people who run it, to the people who own it, that unless you're free, the machine will be prevented from working at all!

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Quote
QuoteTudo bem é um exagero, mas há muitos que fazem o papel de uns 10 médicos e estam várias horas nos hospitais, com família em casa

Mas aì è que está o problema, não conheces pessoal que tem empregos mais humildes, trabalha que nem um cão e tem uma família por sustentar, a casa por pagar e com um ordenado de merd*?
Em vez de haver mais equilíbrio entre os ordenados, temos gajos a ganhar milhares e outros a ganhar centenas. Depois perguntam-se como podem as pessoas poupar dinheiro para investir quando o ordenado não dà para ter uma vida decente.

Isso sempre foi e será assim, ricos cada vez mais ricos, e pobres cada vez mais pobres .. A era da classe média já se foi há muito  :|
Achoqueabarradeespaçoestacomalgumproblema

Navyseal

QuoteMas que abuso, não se baixem as médias para haverem mais médicos que não é preciso.

LOLOL sempre me ri quando alguém pronuncia esta frase.
Das duas uma, ou não conhecem o sistema de ensino superior ou pararam no tempo.
Afinal de contas como se entra para a faculdade? Que me lembre ainda é por médias, mesmo que façam um ano 0, existe limite de vagas, quem faz a média do curso são sempre os alunos, acham mesmo que quem tira 18 ou 19, iria baixar a sua média para dar lugar a medíocres 9.5 ou 10? Enfim
O grande problema é que toda a gente procura medicina pois é dos poucos cursos que actualmente ainda garante empregabilidade, pois se fores a outros países, dificilmente encontras pessoal disposto a passar 6 anos a estudar num curso como medicina e apesar das médias de acesso serem super baixas.


O grande problema de Portugal é aquilo que chamo de Terrorismo Económico! Este terrorismo é composto por 4 tipos de crime: corrupção, fraude, trafico de influencias e usurpação de funções. Isto causa mais miséria do que propriamente um homicídio ou assaltos da treta que tem vindo a ser noticiados. Não temos inspecção nem fiscalização suficiente em Portugal, nunca nenhum de nós verá uma equivalente da ASAE a inspeccionar TODOS os sectores desde a industria, escolas, saúde, defesa, empresas etc. Não há interesse e certamente saúde é um dos maiores lobbies nacionais onde os empregos são para os boys & girls.
Muitas irregularidades na saúde continuam a passar por despercebidas, mas isto é até ao dia em que o povo tirar uma folga da sua atarefada vida social.
Já conheces o meu novo blog? http://slayeralfa.blogspot.com

Nuno Coutinho

Quote
QuoteMas que abuso, não se baixem as médias para haverem mais médicos que não é preciso.

LOLOL sempre me ri quando alguém pronuncia esta frase.
Das duas uma, ou não conhecem o sistema de ensino superior ou pararam no tempo.
Afinal de contas como se entra para a faculdade? Que me lembre ainda é por médias, mesmo que façam um ano 0, existe limite de vagas, quem faz a média do curso são sempre os alunos, acham mesmo que quem tira 18 ou 19, iria baixar a sua média para dar lugar a medíocres 9.5 ou 10? Enfim
O grande problema é que toda a gente procura medicina pois é dos poucos cursos que actualmente ainda garante empregabilidade, pois se fores a outros países, dificilmente encontras pessoal disposto a passar 6 anos a estudar num curso como medicina e apesar das médias de acesso serem super baixas.


O grande problema de Portugal é aquilo que chamo de Terrorismo Económico! Este terrorismo é composto por 4 tipos de crime: corrupção, fraude, trafico de influencias e usurpação de funções. Isto causa mais miséria do que propriamente um homicídio ou assaltos da treta que tem vindo a ser noticiados. Não temos inspecção nem fiscalização suficiente em Portugal, nunca nenhum de nós verá uma equivalente da ASAE a inspeccionar TODOS os sectores desde a industria, escolas, saúde, defesa, empresas etc. Não há interesse e certamente saúde é um dos maiores lobbies nacionais onde os empregos são para os boys & girls.
Muitas irregularidades na saúde continuam a passar por despercebidas, mas isto é até ao dia em que o povo tirar uma folga da sua atarefada vida social.

Tudo bem mas não vejo a lógica de as vezes por umas miseras décimas não poderem entrar. É esse o meu ponto de vista. Mas claro isso é em todo o lado. Porque não quer dizer que por um aluno não tirar mais umas décimas, não vá dar um excelente Médico. Ou vice versa. É a isso que me refiro.

Navyseal

QuoteTudo bem mas não vejo a lógica de as vezes por umas miseras décimas não poderem entrar. É esse o meu ponto de vista. Mas claro isso é em todo o lado. Porque não quer dizer que por um aluno não tirar mais umas décimas, não vá dar um excelente Médico. Ou vice versa. É a isso que me refiro.

Não vejo a lógica dum estádio lotado deixar entrar mais 3000 pessoas... Os cursos têm vagas por algum motivo é, mesmo assim nas várias escolas de medicina há gente a ter aulas sentada no chão, falta de material e espaços demasiado limitantes para a quantidade de pessoas que existe.
As décimas existem porque há demasiada gente a tentar ir para o mesmo, chegas a uma altura em que tens demasiados 18 e é preciso eliminar cadidados, vais fazer o quê? Eliminar como na tropa fazem? Pela altura ou peso?

O que se pode fazer é abrir medicina no privado, mas o governo e o lobbie dos médicos não tem interesse nisso.

Por fim, as pessoas têm que meter na cabeça: nem todos podem ser médicos e os médicos não são definitivamente no seu grosso quem ganha mais $ em Portugal.
Já conheces o meu novo blog? http://slayeralfa.blogspot.com

manelinho27

Façam mais Universidades e menos estádios. HAHAHAH pois...

QuotePorque não quer dizer que por um aluno não tirar mais umas décimas, não vá dar um excelente Médico. Ou vice versa.
Pelo contrario. É que se vai apenas para medicina por causa da paca ao fim do mês. Ter medias de 19 e 18 não tem como consequencia gostar de medicina. Por isso vês medicos a tratar doentes abaixo de cão rafeiro cheio de pulgas.


QuoteIsso sempre foi e será assim, ricos cada vez mais ricos, e pobres cada vez mais pobres .. A era da classe média já se foi há muito  :|

Por isso é que cada vez ha mais carros na rua.

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QuoteFaçam mais Universidades e menos estádios. HAHAHAH pois...

QuotePorque não quer dizer que por um aluno não tirar mais umas décimas, não vá dar um excelente Médico. Ou vice versa.
Pelo contrario. É que se vai apenas para medicina por causa da paca ao fim do mês. Ter medias de 19 e 18 não tem como consequencia gostar de medicina. Por isso vês medicos a tratar doentes abaixo de cão rafeiro cheio de pulgas.


QuoteIsso sempre foi e será assim, ricos cada vez mais ricos, e pobres cada vez mais pobres .. A era da classe média já se foi há muito  :|

Por isso é que cada vez ha mais carros na rua.

E depois, os empréstimos põe os pobres com a mania que são ricos e depois ficam atolados nas dívidas, é a moda Tuga pode ter uma barraca, mas tem ter um jipe ou um audi para não falar de outros mais caros
Achoqueabarradeespaçoestacomalgumproblema

Nuno Coutinho

QuoteFaçam mais Universidades e menos estádios. HAHAHAH pois...

Ora ai está.

blue9seed

Na minha opinião o problema todo com os cursos de Medicina, é que aceitam qualquer pessoa com uma média de 18 e 19 valores, coisa que eu não contesto, está correcto, é um nivel de exigência adequado. Mas por outro lado, falta algo na seleção dos candidatos a medicina e quem fala em medicina fala em qualquer outro curso ligado ao ramo da saúde, ou seja, um exame de caracter, que na minha opinião é bastante importante num médico... Casos disto? Simples médicos que no serviço público, atendem uma pessoa mal e porcamente, mas se um paciente se dirigir a ele mais tarde no seu consultório numa clinica privida já é tratado que nem um rei!

Maneiras de acabar com isto? Regime de obrigações ou seja, um médico após tirar o curso, é obrigado  permanecer no serviço público um X de anos, após esse X de anos, sofre uma revisáo no contracto ou seja, ou se mantém pelo estado, ou mete o rabinho fora do regime público e vai trabalhar para um clinica privada, nos dois não... Já repararam o que isto facilitava? Era uma maravilha abertura de novos postos de emprego etc...

Regalias para os médicos? Sim senhor para os que estivessem dispostos, a deslocar-se do Litoral para o interior do país no regime público, regalias que poderiam ser diversas, contando-se entrre elas as fiscais...

Mais uma coisa que se esqueceram de referir, os contratos farmaceuticos, é daqui que provem muito do dinheiro que os médicos recebem, aqui sim é que os inspectores das finanças deviam meter bem os olhos e verem a quantidade de dinheiro que é passada por debaixo da mesa...

Mais ao pessoal que se queixa que as médias tão altas, deixem lá a vidinha social em excesso as horinhas a jogar CS em excesso e a fazer montagens Polifanas no Photoshop, dediquem-se um bocado ao estudo, e pode ser que as médias de repente já não pareçam tão altas...

Lok

QuoteNa minha opinião o problema todo com os cursos de Medicina, é que aceitam qualquer pessoa com uma média de 18 e 19 valores, coisa que eu não contesto, está correcto, é um nivel de exigência adequado. Mas por outro lado, falta algo na seleção dos candidatos a medicina e quem fala em medicina fala em qualquer outro curso ligado ao ramo da saúde, ou seja, um exame de caracter, que na minha opinião é bastante importante num médico... Casos disto? Simples médicos que no serviço público, atendem uma pessoa mal e porcamente, mas se um paciente se dirigir a ele mais tarde no seu consultório numa clinica privida já é tratado que nem um rei!

Maneiras de acabar com isto? Regime de obrigações ou seja, um médico após tirar o curso, é obrigado  permanecer no serviço público um X de anos, após esse X de anos, sofre uma revisáo no contracto ou seja, ou se mantém pelo estado, ou mete o rabinho fora do regime público e vai trabalhar para um clinica privada, nos dois não... Já repararam o que isto facilitava? Era uma maravilha abertura de novos postos de emprego etc...

Regalias para os médicos? Sim senhor para os que estivessem dispostos, a deslocar-se do Litoral para o interior do país no regime público, regalias que poderiam ser diversas, contando-se entrre elas as fiscais...

Mais uma coisa que se esqueceram de referir, os contratos farmaceuticos, é daqui que provem muito do dinheiro que os médicos recebem, aqui sim é que os inspectores das finanças deviam meter bem os olhos e verem a quantidade de dinheiro que é passada por debaixo da mesa...

Mais ao pessoal que se queixa que as médias tão altas, deixem lá a vidinha social em excesso as horinhas a jogar CS em excesso e a fazer montagens Polifanas no Photoshop, dediquem-se um bocado ao estudo, e pode ser que as médias de repente já não pareçam tão altas...

Exactamente, mèdico nao è um profissão para qualquer um. Là por ser inteligente, não quer dizer que tenha gosto em ajudar o pròximo. Apesar de neste caso os ordenados serem um exagero, porque para meter o paìs direito temos que dar mais poder de compra ao povo, o problema è que o povo português não sabe poupar quando tem dinheiro. Mas isto jà è uma questão de mentalidade, e neste caso è muito dificil fazer algo.
There is a time when the operation of the machine becomes so odious, makes you so sick at heart, that you can't take part; you can't even passively take part, and you've got to put your bodies upon the gears and upon the wheels, upon the levers, upon all the apparatus, and you've got to make it stop. And you've got to indicate to the people who run it, to the people who own it, that unless you're free, the machine will be prevented from working at all!

Navyseal

QuoteNa minha opinião o problema todo com os cursos de Medicina, é que aceitam qualquer pessoa com uma média de 18 e 19 valores, coisa que eu não contesto, está correcto, é um nivel de exigência adequado. Mas por outro lado, falta algo na seleção dos candidatos a medicina e quem fala em medicina fala em qualquer outro curso ligado ao ramo da saúde, ou seja, um exame de caracter, que na minha opinião é bastante importante num médico... Casos disto? Simples médicos que no serviço público, atendem uma pessoa mal e porcamente, mas se um paciente se dirigir a ele mais tarde no seu consultório numa clinica privida já é tratado que nem um rei!

Maneiras de acabar com isto? Regime de obrigações ou seja, um médico após tirar o curso, é obrigado  permanecer no serviço público um X de anos, após esse X de anos, sofre uma revisáo no contracto ou seja, ou se mantém pelo estado, ou mete o rabinho fora do regime público e vai trabalhar para um clinica privada, nos dois não... Já repararam o que isto facilitava? Era uma maravilha abertura de novos postos de emprego etc...

Regalias para os médicos? Sim senhor para os que estivessem dispostos, a deslocar-se do Litoral para o interior do país no regime público, regalias que poderiam ser diversas, contando-se entrre elas as fiscais...

Mais uma coisa que se esqueceram de referir, os contratos farmaceuticos, é daqui que provem muito do dinheiro que os médicos recebem, aqui sim é que os inspectores das finanças deviam meter bem os olhos e verem a quantidade de dinheiro que é passada por debaixo da mesa...

Mais ao pessoal que se queixa que as médias tão altas, deixem lá a vidinha social em excesso as horinhas a jogar CS em excesso e a fazer montagens Polifanas no Photoshop, dediquem-se um bocado ao estudo, e pode ser que as médias de repente já não pareçam tão altas...

É verdade sim senhor!
Mas posso ainda acrescentar já que se fala em mau atendimento, de lembrar que não é em todos os hospitais que existem controlos de entradas e saídas, os chamados picadores de ponto biométricos (que em tempos foram contestados quando os começaram a introduzir no sistema publico). Ora o que se passa é que o clinico (médico, enfermeiro, técnico superior e técnico de diagnóstico) vem do privado após uma serie de horas aviar consultas sempre de sorriso amarelo chapado, chega arrasado ao publico, em vez de ir descansar vai ter que passar mais uma data de horas a trabalhar. É mais que claro que o desanimo e o cansaço tomam conta da pessoa e os doentes bem como os colegas de trabalho passam a ser as vitimas.
Por outro lado o numero de médicos insuficiente deve-se sempre ao facto de uns estarem a colmatar falhas de outros que estão a encher a barriga no privado, logo mesmo que façam um numero de horas "normal" têm o dobro ou o triplo do trabalho... cansaço e quem paga são os doentes e colegas de trabalho.

Eu sou a favor de um exame de acesso ao ensino superior realizado por psicólogos qualificados para tal, mas numa instituição independente das faculdades, para evitar o conhecido tráfico de influências. As faculdades mandam para os centros de recrutamento o tipo de perfil que pretendem dos candidatos e estes por sua vez tratam a informação de forma justa e honesta. Fiscalizações poderão ocorrer de forma ocasional para averiguar a normalidade do recrutamento e selecção de alunos para os diversos cursos.

É claro que isto vai terminar em protestos: ah querem um ensino superior para elites! buhhhhh
A minha resposta é simples: querem que distribuam títulos pelo povo ou que haja um conjunto de pessoas muito bem formadas em todas as áreas capazes de providenciar assistência e tratamento de qualidade?
Já conheces o meu novo blog? http://slayeralfa.blogspot.com

southafrikanse

Ainda este mês a minha prima vai para a República Checa tirar medicina.

Inicialmente era para ser em Espanha mas os espanhóis cortaram as vazas aos tugas...
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