The Matrix - Path Of Neo

Started by Teotónio Ricardo, December 12, 2005, 02:20:37 PM

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Teotónio Ricardo

The Matrix - Path Of Neo



Matrix é uma das maiores febres dos últimos anos. O universo criado pelos irmãos Wachowski originou um seguimento enorme, reescrevendo o género de acção/ficção científica. A história centrava-se na guerra entre humanos e máquinas (ou um computador, a Matrix) de uma forma peculiar. Baseado em contos populares, como Alice no País das Maravilhas, entre outros conceitos míticos e filosóficos, o filme seguia as passadas do Escolhido, aquele que iria libertar a humanidade. Para muitos, com mais dificuldade em perceber a história da trilogia, ficaram-se pela fantasia dos combates e cenas de acção. As cenas em câmara lenta, onde os protagonistas se desviavam de balas são algo de memorável, afectando não só a indústria cinematográfica, como também a lúdica.

Ironicamente o único jogo que acompanhou os filmes nunca fez jus à qualidade da trilogia (o que para muitos também não foi assim muita), com Enter the Matrix. A escolha de desviar as atenções dos protagonistas recaindo sobre personagens que nem sequer apareceram no primeiro filme, foi um dos erros. Refiro-me a Niobe e Ghost, que acabaram por ganhar espaço no segundo e terceiro capítulo. Não se percebia igualmente como podia ser Max Payne tão bom, com o seu uso de Bullet Time, claramente inspirado em Matrix, e o jogo do filme ter sido tão medíocre.

O que é certo é que apesar das críticas medíocres, onde se inclui a nossa, o jogo fartou-se de vender, vivendo à custa da fama dos filmes. Mas a reputada Shiny, alegando que não tinha tido o tempo suficiente para polir as arestas ao primeiro jogo, não mandou a toalha para o chão e achou que era capaz de produzir uma sequela digna da série, sem pressões de tempo e outras questões. Afinal a trilogia já lá vai, e a febre acalmou. A editora tem no seu currículo jogos impressionantes, como MDK, Messiah ou o original Sacrifice, por isso confiança na editora foi algo que a Atari não pôde deixar de ter (nem poderia, pois facturou muito à conta de Enter the Matrix).

Posto isto, as pazes teriam de ser feitas com os jogadores. Para isso, desde o início a editora de David Perry afirmou que iria finalmente meter nas mãos dos jogadores Neo, sendo o jogo totalmente dedicado a si. É também de notar que os próprios irmãos Wachowski foram os responsáveis pelo guião do jogo. Apesar do jogo se centrar essencialmente na trilogia, existem detalhes não explicados da mesma e até da Animatrix que seriam aqui expostos. Não falta mesmo um final alternativo ao terceiro e último filme da saga. Todos os níveis são recheados com sequências tiradas directamente dos filmes, algo que os fãs irão certamente apreciar, apesar de estarem completamente baralhadas. No fundo o jogo serve essencialmente como um Director\\'s Cut, com material exclusivo nunca antes editado.

O jogo começa com o treino de Neo, depois de ter tomado a pílula vermelha. Temos assim alguns níveis dedicados inteiramente aos treinos, desde os mais básicos movimentos, combates com espadas, armas e até o uso do Foco, a energia que faz tudo andar mais lento. Passada esta fase iremos defrontar Morpheus numa luta memorável como no primeiro filme e a partir daí seguir a trama dos filmes. Na verdade o jogo é um pouco aborrecido nesta parte do treino, e parece-me que são muitos os níveis dedicados a esta parte, seis no total.

Quem jogou Enter the Matrix não deixará de estranhar tantas semelhanças nos dois jogos. Path of Neo comporta-se exactamente da mesma maneira que o seu antecessor, um jogo de acção na terceira pessoa. Pelo menos foram retiradas as horríveis perseguições de carro ou na nave, sendo agora apenas dedicado à acção pura e dura. Durante a trilogia notamos a evolução de Neo, desde que é abordado por Morpheus até ao fim da história, onde conseguia voar e enfrentar os agentes tranquilamente. Essa perspectiva é saliente no jogo, e notamos essa evolução na personagem. Isto porque de forma semelhante a um RPG, a personagem ganha novos atributos, embora não possamos ver quaisquer dados estatísticos sobre a evolução. No fim de cada missão teremos um ââ,¬Å"upgradeââ,¬Â para escolher, permitindo que Neo aprenda um novo golpe, ou que aumente a sua barra de Foco, por exemplo. Lá mais para o fim do jogo Neo poderá aprender combos muito eficazes; ver através do código, permitindo localizar os inimigos mesmo atrás das paredes; regenerar-se ou mesmo ressuscitar.

Em certas partes do jogo iremos ter hipótese de escolher as missões que queremos concluir primeiro, mas terão de ser todas concluídas. A escolha poderá ser útil apenas pelo facto da dificuldade diversificada entre elas, sendo por vezes necessário obter um determinado upgrade para simplificar as seguintes.

As missões do jogo são bastante lineares, ou seja, teremos de seguir sempre um caminho, eliminando todo o perigo. Em algumas delas temos de proteger certas personagens, algo que poderá ser um verdadeiro quebra-cabeças. Muitas vezes teremos de lutar contra bosses, como helicópteros ou os temíveis agentes, muitas das vezes requerendo alguma perícia para ultrapassarem estas dificuldades. Pelo caminho irão encontrar policias, soldados, SWAT, agentes, máfia japonesa, entre outros. É normal por isso que todas as atenções fossem centradas nos combates, sejam eles com armas ou simplesmente nas artes marciais. Tenho que dar os parabéns à equipa por nos dar essa sensação neste aspecto, a nossa personagem tem um leque invejável de golpes. Muitos dos golpes são sensíveis ao contexto, podemos usar as paredes e outros objectos para executar algumas acrobacias interessantes. A meu ver os combates sem armas são muito mais interessantes do que os armados, com o estilo Matrix bem presente. Claro que não faltam os voos em câmara lenta e as cambalhotas sempre a disparar, mas como este aspecto é ofuscado pelo problema de frame rate que assombra o jogo, torna as coisas menos desfrutáveis. Além disso, existem muitos problemas de câmara, principalmente se estiverem próximo de paredes, onde ficamos completamente impossibilitados de ver a nossa personagem.

Voltando aos combates desarmados, Neo é uma autêntica máquina de guerra. Ãâ,¬ medida que vamos aprendendo a conjugar todos os combos e a enfrentar múltiplos inimigos em simultâneo as coisas tornam-se ainda mais interessantes. Podemos pegar nos inimigos e lançá-los uns contra os outros; aparar golpes de um lado, enquanto atacamos outro; atacar inimigos de costas, sem nos virarmos; não faltam os golpes poderosos e rotativos no ar, que até remetem a câmara para uma pausa, salientando ainda mais a acção. É de facto um dos poucos prazeres do jogo.

Como Matrix não é apenas resolvido à base da estalada iremos aceder a todo o arsenal patente nos filmes, desde as simples pistolas, caçadeiras, uzis, catanas, granadas, lança-granadas, entre outras. É também neste ponto que podemos observar uma das grandes lacunas do jogo, a forma como Neo se move a segurar as armas, ou mesmo a usá-las. Com um estilo completamente robótico, a personagem corre com os dois braços estendidos, parecendo mesmo um Playmobil. E mais: quando estamos a disparar para alvos localizados num patamar inferior a Neo, a mira desce, mas os braços permanecem levantados. Isto é uma coisa irreal num jogo, como não se vê há anosââ,¬Â¦

Quanto aos inimigos, tenho também de afirmar que estes têm comportamentos completamente parvos. Muitas vezes ficam presos atrás de objectos, como pilares, tornando-se autênticos patinhos a abater. Contornando este problema os inimigos até dão bastante luta, evitando as nossas investidas e contra-atacando. Um combate contra um agente pode ter tanto de intenso como de difícil e frustrante. Path of Neo não é um jogo fácil, como podem perceber.

A versão PC de Path of Neo grita claramente por um gamepad, derivado aos golpes e combinações que podemos fazer. Apesar de alguns problemas a configurar um controlador, vale a pena, pois a combinação entre rato e teclado irá fazer com que nos enganemos a premir as teclas necessárias na execução de alguns golpes. Já nas consolas o problema encontra-se bem resolvido, pois o jogo foi feito a pensar nas mesmas.

Existem problemas nos scripts, com cenas a serem despoletadas tarde demais. Por exemplo, num local onde era suposto matar todos os polícias gradualmente, à medida que uma personagem que estávamos a proteger ia avançando, acabei por eliminar todos de seguida. Quando a dita personagem passou no local fez observações como se ainda estivéssemos rodeados de inimigos.

E por falar nisso, é impressionante como uma empresa que sempre empregou tecnologia de ponta nos seus jogos, tenha cometido sucessivamente um título pouco polido na versão PC. Esta plataforma, apesar de obter resoluções superiores tem o mesmo aspecto que a Xbox e Playstation 2. Contem assim com personagens mal modeladas, com expressões parecidas com os actores dos filmes, mas a gritarem por mais polígonos. As texturas são pobres, com o estilo bem semelhante ao anterior. O aspecto esverdeado paira nos ambientes, de forma pouco apelativa, apesar de querer aproximar-se dos filmes. As animações das personagens são péssimas, anatomicamente impossíveis. Não confundir as animações com as excelentes coreografias dos combates. No PC o jogo encontra-se longe da optimização ideal e será mesmo necessário actualizarem os drivers da placa gráfica, e tal como no meu caso, usarem a patch já disponível para o jogo, ou não conseguirão modificar a resolução por defeito. Mesmo assim existem quebras absurdas de frame rate para a qualidade gráfica presente.

Um dos melhores aspectos é sem dúvida a capacidade de destruição dos cenários, cortesia do motor de física Havok. Praticamente todas as superfícies reagem com a devastação dos combates, algo que nos filmes tinha ficado bem patente. Autênticas colunas são desfeitas com as balas das metralhadoras; paredes que são deitadas abaixo; quase todas as mobílias e outros objectos são destrutíveis. Até mesmo varandas e outros objectos visualmente sólidos vêm abaixo! Neste aspecto a Shiny portou-se à altura. Um bom exemplo é a recepção do edifício onde Morpheus se encontra aprisionado, com recriação da cena onde Neo e Trinity aparecem para o salvar. Observem todas as partículas de destruição possíveis neste cenário.

No campo sonoro as coisas estão bem melhores. A banda sonora dos filmes está presente, principalmente as faixas aceleradas dos combates. Os efeitos sonoros das armas e dos objectos estão ao pormenor, muito graças ao uso da tecnologia THX. Quanto às vozes, o único que consta na lista é Laurence ââ,¬Å"Morpheusââ,¬Â Fishburne, já que as outras não são as dos actores dos filmes. No entanto as parecenças são muitas e não poderia faltar a voz irritante do Agente Smith constantemente a dirigir-se ao ââ,¬Å"Mr. Andersonââ,¬ÂÃ¢â,¬Â¦

Path of Neo é claramente superior a Enter the Matrix, apesar de muitas semelhanças. No entanto, analisando os padrões actuais de qualidade, estamos perante um título medíocre na sua génese. Só mesmo os fãs da trilogia poderão ver este título como algo a ter na sua colecção, pois existem muitos erros em comparação ao que se tem feito. Pela falta de optimização no PC, as versões das consolas apresentam-se superiores. Vais mesmo querer ser o The One?







Fonte: PTgamers

Marcell

sera que eu compro ou nao ? ae galera me da uma ajuda to na duvida...
blz fuin...

Teotónio Ricardo

Oi, bemvindo ao Webtuga!

Parece-me que os graficos não são os melhores, mas a jogabilidade é boa!

Mas se tiveres indeciso, vai a uma loja onde deixem testar os jogos! Ou se houver demo, podes sempre tirar as tuas duvidas!

angels

Eu vou ver se arranjo este emprestado.

The_Sniper

eu pessoalmente n gosto muito do jogo.....do filme ainda gostei mas agr em jogo n....mas pontos gostos sao gostos : rir :



axo k o concelho do cenourinha e bom passa por uma loja k deixem experimentar o jogo ou entao saka o demo!



e bem vindo ao webtuga : fixe :