Cientistas criam tomate azul com fins medicinais

Started by r1c4rd0100, November 04, 2006, 06:09:31 PM

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Cientistas criam tomate azul com fins medicinais


Cientistas espanhóis desenvolvem um tomate geneticamente modificado, azul, com uma série de proteínas que não existem no tomate comum.

Investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular de Plantas (IBMCP), de Valença, desenvolveram um tomate azul, geneticamente modificado, que apresenta uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate vulgar. A equipa crê que o fruto possa ser usado com fins terapêuticos.
A sua cor invulgar foi escolhida pelos cientistas apenas para que fosse possível distingui-lo de um tomate normal.

"O nosso objectivo era aperfeiçoar as qualidades do tomate", explicou o coordenador da pesquisa, Antonio Granell, citado pela BBC. "Mas também queríamos transformá-lo numa \\'biofábrica\\', ou seja, fazer com que as suas células trabalhassem de acordo com os nossos interessesââ,¬Â, acrescentou o investigador.
A ideia do projecto é fazer com que estes tomates produzam proteínas específicas, capazes de prevenir e combater determinadas doenças.

Granell explicou que a ingestão deste fruto poderá funcionar como uma terapia oral ââ,¬Å"passivaââ,¬Â, protegendo, por exemplo, a mucosa do aparelho digestivo, evitando assim diarreias causadas por algumas doenças.

Esta equipa de trabalho do IBMCP já tinha criado variedades transgénicas de tabaco, arroz, pepino, melancia e de várias plantas ornamentais. Desta feita, escolheram o tomate porque é um fruto muito utilizado na dieta ocidental e rico em vitaminas e outros nutrientes.
"Como o tomate é normalmente ingerido cru, não se perdem as propriedades das proteínas que ele contém", diz Granell. "O facto de também se comer o tomate também desidratado dá a opção de se controlar a concentração da proteína como se fosse a da dose de um remédioââ,¬Â, especifica.

Contudo não espere encontrá-los à venda na mercearia do seu bairro. Os tomates azuis ainda têm que ser estudados até poderem ser postos no mercado, sublinha esta equipa.
"Já conseguimos acrescentar às planta as proteínas que queríamos, mas agora temos de fazer com que elas sejam eficazes contra possíveis agentes infecciosos", conclui Granell, acrescentando que esse trabalho pode demorar vários anos.

Fonte: cibera