O sedã mais veloz do mundo

Started by r1c4rd0100, July 21, 2006, 01:43:43 PM

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O sedã mais veloz do mundo

A Brabus recria o belo Mercedes-Benz CLS e o leva a atingir 362,4 km/h, velocidade mais alta atingida por um carro de sua categoria,

Dentro do universo da personalização, há vários tipos de mudança que podem ser efetuadas: rebaixar picapes, deixar sedãs altos, com rodas de mais de 20 polegadas, entre outras, mas uma dessas modalidades de preparação, o tuning, tem sido mal-interpretado. Tuning, em inglês, significa ajuste fino, sintonia, ou seja, é levar um veículo aos limites de sua vocação, seja ela qual for. Se falarmos de um esportivo, o tuning implicará tirar tudo de seu motor ou instalar um maior; se é de um fora-de-estrada, é torná-lo um escalador de paredes. Um dos melhores exemplos de tuning da atualidade é o realizado pela Brabus no Mercedes-Benz CLS. E o resultado não poderia ser mais digno do nome: Rocket, foguete, em inglês.

Antiga detentora do recorde mundial de velocidade para sedãs de alto desempenho, com o E V12 Biturbo, que atingiu 350,2 km/h no mítico circuito de Nardo, na Itália, a Brabus resolveu pegar o sedã-cupê da Mercedes-Benz, que sugere mais esportividade do que o sisudo Classe E, e transformá-lo completamente.

Para começar, mesmo o motor mais bravo da linha CLS, o V8 do 63 AMG, com 514 cv, não seria capaz de render ao modelo o desempenho que a Brabus tanto preza. O jeito foi colocar sob o capô o mesmo V12 que equipa os modelos da Classe S, de 5,5litros e 517 cv, mas bem mais forte. Acredite você ou não, coube direitinho no cofre do CLS.

Como em todo trabalho bem feito, o do propulsor do Rocket foi além da mera adição de dois turbos. Para usá-los, a Brabus ampliou a capacidade cúbica para 6.233 cmÃ,³, com a adoção de um virabrequim especial, mais resistente, cilindros mais largos e pistões forjados. O fluxo de ar também foi otimizado, tanto na admissão quanto na exaustão.

Os turbos contam com intercooler maiores, para o máximo de admissão de ar no motor, e os escapamentos são de aço inoxidável, com quatro saídas. Como os alemães não deixam que a performance afete sua preocupação com o ambiente, os catalisadores estão ali, mas têm fluxo mais livre, para não estrangular o motor. A eficiência é garantida: o Rocket atende os níveis de emissão EURO IV, bastante severo.

Todo esse trabalho criou o motor mais forte de origem germânica testado pela TÃÅ"V, entidade de certificação alemã. São 730 cv a 5.100 rpm, com torque máximo de 134,6 kgm a baixos 2.100 rpm. Como é muita força, o torque acabou limitado a 112,2 kgm, na mesma faixa de giro. A tração é traseira, feita por uma transmissão de cinco marchas mais resistente. Afinal de contas, não é qualquer caixa de câmbio que agüenta 112,2 kgm de torque...

Mas não teria sido mais fácil pegar o motor do S 65 AMG, por exemplo? Para o que a Brabus queria, um tuning de verdade, não. O V12 da AMG tem 612 cv e capacidade menor, de 5.980 cmÃ,³, e 102 kgm de torque. Além disso, era a chance que a empresa tinha de mostrar que havia limites ainda mais altos para o modelo da Mercedes-Benz. Se a AMG vai longe, a Brabus queria provar que ia ainda mais, com o mesmo respeito à durabilidade.

A suspensão foi feita em conjunto com a Bilstein, com seis ajustes de altura e dureza. Para garantir a frenagem, nada fácil num carro assim, os freios dianteiros são compostos de discos ventilados de cerâmica de 375 X 28 mm e pinças de doze (!) pistões de alumínio, na traseira, discos ventilados quase normais, com 355 X 28 mm e pinças de seis pistões, também de alumínio. As rodas são de 19 polegadas, com pneus 255/35 ZR 19 na frente e 285/30 ZR 19 atrás.

No interior, o couro Alcântara reveste a maior parte dos itens de acabamento, com alguns apliques de fibra de carbono, material que também é usado na grade do radiador do carro.

Mais do que deixá-lo bonito ou invocado, os kits aerodinâmicos usados no Rocket precisavam funcionar de verdade, segurando o bicho no chão e impedindo-o de ââ,¬Å"decolarââ,¬Â, além de garantir a ventilação necessária a manter funcionando sua usina de força.

Para isso, eles tiveram desenvolvimento em túnel de vento, com estudo longo e apurado. Além de deixar o carro mais bonito, sem exageros estéticos, o resultado não poderia ser melhor. A velocidade máxima registrada pelo carro foi de 362,4 km/h, recorde mundial para sua categoria, batido também em Nardo. Para chegar aos 100 km/h, partindo do 0, ele leva 4 s; para ir aos 200 km/h, 10,5 s. Já os 300 km/h batem no velocímetro, cuja escala vai até os 400 km/h, em 29,5 s.

Com tanta potência, capaz de levar o carro a velocidades muito acima dos 250 km/h estabelecidos pelo acordo de cavalheiros existente entre as montadoras alemãs e o governo, o Rocket teve de ter sua velocidade máxima limitada a 350 km/h. Se apresentasse qualquer número superior a isso, o Brabus seria autorizado a circular apenas em circuitos, como carro de corrida.

O custo de uma brincadeira dessas, como em toda personalização, é alto. O Mercedes-Benz CLS AMG custa hoje 101.094 euros na Alemanha. O preço do Brabus Rocket nem é divulgado, mas ele será fabricado em número limitado, o que, mais do que deixar seu valor altíssimo, o converterá em item de colecionador. Chances de ter o privilégio de ver esse carro no Brasil nós até temos, já que a Brabus tem um representante no Brasil, a Byscaine. Resta saber se alguém teria a coragem de maltratar um bicho especial como esse em nossas estradas esburacadas.










Texto: Gustavo Henrique Ruffo
Fotos: Divulgação

Fonte: webmotors

KTachyon

Hmm... Mas o Bugatti Veyron faz mais de 400Km/h de origem... Pergunto-me assim kl será a categoria do CLS...
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