[Noticia] Telemóveis interferem com dispositivos médicos

Started by r1c4rd0100, July 09, 2006, 06:27:53 PM

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Telemóveis interferem com dispositivos médicos

O uso de telemóveis nas unidades de saúde interfere com os dispositivos médicos e pode colocar os doentes em risco, o que levou a Direcção-Geral de Saúde a recomendar distâncias mínimas de segurança e algumas restrições.

De acordo com uma circular da Direcção-Geral de Saúde (DGS), a que a agência Lusa teve acesso, os telemóveis Ã,«podem ser responsáveis pelo aparecimento de problemas relacionados com interferências electromagnéticas, passíveis de afectar certos dispositivos médicos de forma adversaÃ,». A interferência pode conduzir a Ã,«situações de mau funcionamento dos dispositivos médicos em hospitais, que oscilam entre disfunções ligeiras até situações que oferecem maior risco para a saúde dos doentesÃ,».

A conclusão levou a DGS a elaborar um conjunto de recomendações. Uma vez que Ã,«o efeito produzido pela interferência é, na maior parte dos casos, transitório e pode ser evitado afastando o telemóvel do dispositivo médico que está a ser utilizadoÃ,», a DGS aconselha distâncias de segurança, que podem variar entre os dois metros, no caso de telemóveis, e seis metros, para outros transmissores, desde que estes aparelhos estejam identificados com as normas específicas quanto à compatibilidade electromagnética.
Os equipamentos que não estejam normalizados têm de garantir um maior afastamento em relação ao dispositivo médico, ou seja, 15 metros.



As restrições ao uso de telemóveis nos hospitais fazem todo o sentido, mas a sua utilização noutros locais como bombas de gasolina é Ã,«um mito urbanoÃ,», pois não representa qualquer perigo, afirma Luís Correia, que lidera o projecto MonIT de medição das radiações emitidas por antenas fixas de telemóveis.
Ã,«O risco de explosão associado às gasolineiras não tem qualquer justificação técnicaÃ,», defendeu, sublinhando que os perigos só existem em caso de interferência com os equipamentos. Por exemplo, nas unidades de cuidados intensivos ou nos blocos operatórios isso pode pôr em risco a vida das pessoas, realçou.

Luís Correia desdramatizou também os efeitos adversos normalmente associados à exposição às ondas electromagnéticas. Ã,«Na esmagadora maioria dos casosÃ,» não tem razão de ser, porque o campo electromagnético é demasiado baixo, frisou.
Ã,«Já fizemos muitas medições no âmbito do projecto MonIT e em nenhum local foram ultrapassados os limites de segurança definidos pelos organismos internacionais, relativamente às antenas de estação baseÃ,», justificou.

Fonte: ciberia