Venda de droga pela internet está a aumentar

Started by angels, March 04, 2006, 11:12:30 AM

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A venda de drogas através de farmácias online tem vindo a aumentar na última década, segundo um relatório divulgado pelo Órgão Internacional de Controlo de Estupefacientes, da ONU.

A venda de droga na internet, através de Ã,«cyberfarmáciasÃ,», tem vindo a aumentar na última década, uma questão que preocupa o Orgão Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE), um organismo que funciona junto das Nações Unidas (ONU). No documento divulgado, no qual está caracterizada a situação em 2005, a OICE admite desconhecer as verdadeiras dimensões do problema.
O relatório destaca a facilidade com que é possível adquirir, via internet, substâncias ilícitas. Sem necessidade de qualquer tipo de identificação, é possível comprar metadona e codeína - muito consumidas por toxicodependentes -, estimulantes e analgésicos.
Embora as Ã,«cyberfarmáciasÃ,» possam estabelecer-se em qualquer país, é nos Estados Unidos que está sediado o maior número de empresas deste tipo, abastecidas com estupefacientes das Caraíbas e do México. Ainda assim, o relatório adianta que a Holanda é o país europeu onde operam mais farmácias online.

De acordo com o OICE, uma farmácia ilegal na internet realiza, em média, quatrocentas operações de venda por dia. Este facto, associado aos elevados preços praticados, demonstra que estas empresas têm capacidade de rivalizar comercialmente com as farmácias tradicionais.
Entre os perigos enunciados pelo relatório referente ao comércio de estupefacientes na internet, contam-se o anonimato, que permite aquisições sem protecção a crianças e jovens, e a tendência para a fraude.


A par de vendas ilícitas online, o OICE manifesta-se também preocupado com o aumento, à escala global, do contrabando de drogas por via postal, reconhecendo que é impossível controlar em permanência todo o correio que circula.
O órgão da ONU aponta ainda para outros problemas graves. Segundo dados do OICE, nos 25 países da União Europeia, cerca de 15 por cento dos estudantes de 15 anos consomem haxixe mais de 40 vezes por ano. De salientar que, na Europa, o haxixe continua a ser a substância mais consumida, sobretudo em países como a França, a Irlanda, República Checa, Reino Unido e Suíça. No entanto, e face às quantidades de cocaína apreendidas, tudo leva a crer que há um aumento do consumo desta droga.

Tendo em conta estes números alarmantes, o OICE recomenda que os governos nacionais e os organismos internacionais tenham em conta a importância do comércio ilícito de drogas e favoreçam a adopção de culturas alternativas. Para tal, defende o organismo no relatório divulgado, devem ser apoiadas as regiões e as populações que dêem o passo de substituir por legais as culturas agora ilegalmente praticadas.


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