Estudo revela que o uso de telemóvel não é arriscado

Started by BigPower, January 24, 2006, 02:36:58 PM

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Muitos têm sido os estudos levados a cabo sobre este assunto, o mais recente, publicado na passada sexta-feira, revela que o uso de telemóvel não aumenta o risco de desenvolver tumores cerebrais.

A investigação, conduzida por cientistas do Instituto de Pesquisa de Cancro, em Londres, e de três universidades britânicas, durou quatro anos e permitiu concluir que não há uma relação directa entre o uso prolongado do telemóvel e o aparecimento de gliomas (tumores cerebrais primários).

De acordo com estes peritos, citados pela Reuters, \\"não foi encontrada associação directa entre o aparecimento do glioma e o uso regular de telemóvel\\". Os mesmos garantem também que \\"o uso deste equipamento ao longo dos anos, durante várias horas seguidas, e o número de chamadas atendidas\\", não influenciam o surgimento de tumores cerebrais.

A Professora Patricia McKinney, da Universidade de Leeds, explicou num artigo publicado no British Medical Journal que os resultados desta pesquisa vão de encontro aos de outros estudos feitos nos Estados Unidos e Europa.
O co-autor do artigo, Anthony Swerdlow, referiu que a amostra de casos é maior do que qualquer outra usada nos estudos publicados até agora, uma vez que também envolve 13 países.

Para esta investigação, foram entrevistadas 966 pessoas com gliomas e 1716 pessoas saudáveis, às quais foi questionado o tempo de uso dos seus telemóveis, a marca e modelo, o número de chamadas realizadas e o tempo de duração das mesmas. Os cientistas concluiram posteriormente que não há provas evidentes e irrefutáveis que possam atestar que a exposição a campos magnéticos de rádio-frequência influencia o risco de contrair doenças cancerígenas.

No ano passado, um estudo publicado por cientistas suecos, afirmava que os telemóveis representam um maior risco para a saúde dos que vivem em zonas rurais, uma vez que os sinais emitidos nessas regiões são mais intensos do que noutros locais. No entanto, os mentores do presente estudo afirmam não ter provas para confirmar esta teoria.

in Ciberia