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Started by Nuno Coutinho, June 26, 2007, 09:54:44 AM

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Nuno Coutinho

Nova Iorque:Quotas raciais podem ser nocivas para as crianças

As quotas raciais, estabelecidas há 30 anos para defender o acesso das minorias étnicas às escolas públicas de Nova Iorque, estão hoje a prejudicar as crianças que deveriam proteger.


Um caso em especial alertou a opinião pública nova-iorquina para o problema: Nikita Rau, uma menina de 11 anos, de ascendência indiana e aluna brilhante, viu ser-lhe recusada a admissão na Escola Mark Twain, de Coney Island, estabelecimento de ensino conceituado para alunos sobredotados.

Pelas quotas raciais estabelecidas em 1974, os alunos da Mark Twain são 60 por cento caucasianos e 40 por cento de minorias étnicas.

Os 40 por cento já estavam preenchidos quando Nikita tentou inscrever-se...

O dr. Ajan Rau, pai de Nikita, não se conforma.

Ã,«Isto pode prejudicar as possibilidades dela ir para Harvard, Yale ou Princeton (três das mais famosas universidades norte-americanas)Ã,», diz ele.

Ã,«Este país acredita na igualdade racial e não devíamos estar sujeitos a isto na América. Ela nasceu nos Estados Unidos, é cidadã norte-americana, os pais são cidadãos norte-americanos - mas nada disso contaÃ,».

No mês passado, o Departamento de Educação enviou aos pais de Nikita uma carta dizendo que ela não tinha sido aceite.

Nos testes que tinha feito, Nikita teve uma classificação de 79 pontos. Como foi classificada como pertencendo a uma minoria étnica, precisava de 84,4 pontos para ser aceite, enquanto que alguém de raça branca apenas necessitaria de 77 pontos.

Paul Helfman, director regional de admissões nas escolas, diz à mãe de Nikita: Ã,«Concordo consigo. Não há direito, é injusto - mas não posso fazer nadaÃ,».

Andrew Jacob, porta-voz do Departamento de Educação da cidade, acrescenta: Ã,«Embora lutemos por tornar o processo de admissão tão justo quanto possível, temos que nos submeter à decisão do tribunal federal (que estabeleceu as quotas)Ã,».

Os Raus puseram o caso em tribunal e Rosemarie Arnold, a advogada deles, argumenta no processo que o sistema de quotas utilizado pela Escola Mark Twain é Ã,«antiquadoÃ,» e que Ã,«a rejeição inconstitucionalÃ,» da sua cliente Ã,«Ã© um caso de discriminaçãoÃ,».


Diário Digital / Lusa