[Noticia]Produzido na China, o cigarro electrónico

Started by r1c4rd0100, May 14, 2007, 07:09:08 PM

Previous topic - Next topic

r1c4rd0100

Produzido na China, o cigarro electrónico não dispensa a nicotina

Tem nicotina como os outros cigarros, deita fumo e tudo, mas não é um cigarro normal. Fabricado na China pela Golden Dragon Group, o Ruyan (expressão chinesa que significa "como fumar") é um cigarro electrónico - o primeiro no género, segundo o fabricante. E é em tudo idêntico ao produto verdadeiro: no formato, na cor branca e até na ponta a imitar incandescência. Custa, no entanto, mais de 200 euros, funciona a pilhas e não precisa de cinzeiro.

Lançado pela companhia como um método para deixar de fumar, este cigarro expandiu as suas vendas na China, em 2006, e está à venda, também à distância de um click, no E-Bay, na Internet.

No final do ano passado, porém, a sua segurança ficou em causa depois de o Beijing Times ter publicado um artigo em que revelava que os teores de nicotina dos cartuchos que o dispositivo utiliza são superiores aos de um cigarro normal.

De acordo com o jornal chinês, cada um dos cartuchos, que dá para um total de 350 inalações, contém 18 miligramas de nicotina, enquanto um cigarro normal tem 1,2 miligramas. A companhia ripostou, considerando falsas as comparações e alegando em defesa do seu cigarro, que ele não produz qualquer dos subprodutos carcinógenos originados pela combustão.

Mas os contratempos não ficaram por ali e depois de a companhia ter promovido o seu produto como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como método para deixar de fumar, esta veio negar essa recomendação, através do seu representante em Pequim, em declarações ao People\\'s Daily, em Dezembro. O representante da OMS afirmou, a propósito, que um produto como este (que permite doseamentos cada vez menores de nicotina) até poderia resultar, mas não seria o melhor método para deixar de fumar.

A polémica não impediu, no entanto, o cigarro electrónico de prosperar na China, onde estão localizadas 65% das suas vendas mundiais.

Fonte: DN Online