Motorola vai fornecer telemóveis de baixo-custo

Started by BigPower, October 03, 2005, 02:48:05 PM

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Motorola vai fornecer telemóveis de baixo-custo a países em desenvolvimento



A operadora móvel foi escolhida para fornecer telemóveis de baixa gama e a custo reduzido a países em desenvolvimento, numa tentativa de alargar os serviços de telecomunicações.

O Motorola C113 e o C113a são os modelos que a operadora vai colocar nos mercados de alguns países em vias de desenvolvimento. Estes equipamentos serão comercializados por menos de 30 dólares cada e fazem parte do projecto da GSM Association que consiste em tornar as telecomunicações mais acessíveis às pessoas que habitam zonas rurais e menos populosas de países em vias de desenvolvimento.

O anúncio da escolha da Motorola foi feito durante um Congresso Mundial em Singapura em que Craig Ehrlich afirmou que \\"conseguir preços abaixo dos 30 dólares por terminal é um dos principais objectivos da nossa organização\\". O mesmo responsável afirmou também que esta iniciativa permitirá formar um novo segmento de mercado para a indústria móvel e, simultaneamente, fazer chegar \\"os benefícios associados às comunicações móveis a uma grande faixa da população nesses países\\".

Representantes de dez operadores móveis presentes nesta conferência expressaram a sua intenção de adquirir cerca de 6 milhões de telemóveis de baixo-custo da Motorola.

Os dois dispositivos anunciados pela empresa norte-americana vêm equipados com as funções básicas de um telemóvel e a sua bateria dura cerca de 450 minutos em conversação e 330 horas em standby. A Motorola afirma que estarão disponíveis no próximo ano.

Na primeira fase deste programa, a Motorola disponibilizou apenas um modelo de baixo-custo, que foi comercializado em 17 países, entre os quais Índia, África do Sul, Nigéria, Congo, Egipto, Algéria, Tunisia, e Sri Lanka.

Algumas organizações defendem que estes mercados também mostram interesse por equipamentos mais sofisticados, com câmaras fotográficas e outras funcionalidades. No entanto, a GSMA, que agrupa 680 operadores em todo o mundo, propõe, por enquanto, que se facilite o acesso a um leque mais alargado de pessoas, reduzindo o custo dos telemóveis e apelando aos governos para que baixem as taxas cobradas pelas comunicações.