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Internet alcança novo recorde
A Internet alcançou em Outubro um recorde histórico, passando a albergar 100 milhões de sites de acordo com números da Netcraft.
Segundo cálculos da empresa que supervisiona o crescimento da web desde 1995, no mês de Outubro a Internet passou a albergar cem milhões de sites. Um valor recorde que pode ser explicado em parte pelo advento dos blogs.
"Actualmente existem 100 milhões de websites con domÃÂnios e conteúdo próprios", afirmou ao El Pais Rich Miller, analista da Netcraft.
"Destes, cerca de 47 ou 48 milhões são \\'sites\\' activos, que são actualizados frequentemente" acrescentou o especialista.
Miller revelou ainda que o número de sites criados duplicou nos últimos dois anos, um crescimento que, segundo explicou, está relacionado com o aparecimento dos blogs, de pequenas empresas que querem marcar presença na web e com a simplificação do processo de criar uma página.
"Hoje em dia é muito mais fácil ganhar dinheiro com um website", frisou ainda o analista.
A Netcraft analisa o sistema de nomes de domÃÂnios (DNS) para identificar os sÃÂtios que existem na web e comprovar quantos destes têm uma localização especÃÂfica. Consegue ainda identificar qual o sistema operativo e qual o software do servidor web, compilando posteriormente essas informações num relatório mensal.
Quando, há 11 anos, a empresa sedeada em Bath, Inglaterra, começou a fazer este tipo de monitorização existiam cerca de 18.000 sites na Internet. Em Maio de 2004 alcançou-se finalmente o recorde dos 50 milhões, e agora, 30 meses mais tarde, chegou-se aos 100.
Entre os paÃÂses que mais contribuÃÂram para este aumento destacam-se os Estados Unidos, a Alemanha, China, Coreia do Sul e Japão, especifica ainda a Netcraft.
Hoje em dia há uma lista infindável de sites onde é possÃÂvel fazer compras e estabelecer todo o tipo de relações sociais, mas em 1989, quando Tim Berners-Lee criou o primeiro site da web, o propósito era bem diferente.
O investigador, a trabalhar no Laboratório Europeu de FÃÂsica de PartÃÂculas (CERN), na SuÃÂça, queria que este permitisse que fÃÂsicos de todo o mundo partilhassem dados sobre o choque de partÃÂculas.
Não tardou a que no meio académico começassem a utilizar este meio para trocar informações sobre assuntos importantes, como a fÃÂsica nuclear, mas também sobre outros mais mundanos.
O resto da história já todos conhecemos, mas o boom promete continuar.
Fonte: ciberia