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A próxima versão do Windows poderá provocar uma nova disputa entre a Microsoft e a Comissão Europeia, que solicitou àempresa mais informações sobre o sistema operativo.
A Comissão Europeia está preocupada com os possÃÂveis efeitos sobre a livre concorrência do Windows Vista, tendo alertado a Microsoft para a proibição de associar o sistema operativo a software especÃÂfico, como o leitor de media ou browser da empresa.
A Comissão admite levá-la novamente a tribunal caso o Vista represente uma violação das normas de concorrência da UE, tendo entretanto solicitado informações sobre o software àMicrosoft.
Alguns dos elementos em causa dizem respeito àpesquisa na internet e programas de criação de documentos em formato PDF. A comissão quer ainda que determinada informação técnica seja disponibilizada às empresas independentes, para que possam desenvolver programas para o Vista.
A União Europeia, refira-se, mantém uma disputa judicial com a Microsoft, devido àassociação de várias aplicações ao sistema operativo, como o Internet Explorer e o Windows Media Player, que alega ser ilegal.
Em 2004, o Tribunal Europeu condenou a empresa ao pagamento de uma multa recorde no valor de 497 milhões de euros, por abuso de posição dominante no mercado, com o Windows. Contudo, tanto a Comissão como várias empresas de informática consideram que \\"nada foi feito\\" para combatê-la.
Entre outras imposições, a Microsoft foi obrigada a modificar o software europeu, que foi posteriormente lançado desprovido de software multimédia.
Em Dezembro de 2005, a Comissão Europeia ameaçou multar a Microsoft em dois milhões de euros por dia caso não fosse cumprida a exigência de oferecer informação técnica aos criadores de software.
Entretanto, no inÃÂcio do ano, a empresa abriu parte do código-fonte dos seus produtos, embora esta decisão não fosse considerada \\"útil\\" ou \\"desejável\\" por parte do organismo.
Esta semana, a Microsoft tem uma última oportunidade para convencer a UE de que não deve ser condenada a pagar a multa diária.
Esta quinta e sexta-feira, a Comissão vai receber representantes da empresa, para ouvir os seus argumentos de defesa relativamente às acusações de incumprimento das sanções impostas há dois anos.
in ciberia