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O tráfego do serviço fixo de telefone caiu 16,2% no segundo trimestre, face a igual perÃÂodo de 2004, devido àredução dos acessos àInternet por esta via, já que as chamadas de voz aumentaram.
Entre Janeiro e Junho, o tráfego total foi de 882 milhões de chamadas, a que corresponderam 2.616 milhões de minutos de comunicação, indicando os valores uma quebra de 16,2% face ao perÃÂodo homólogo de 2004 e de 2,2% face aos primeiros três meses deste ano, revelou a Anacom.
De acord com os dados do regulador, esta queda deve-se àÃ,«redução acentuadaÃ,» de acesso dial-up àInternet devido àexpansão do acesso através de tecnologias de banda larga. O tráfego de Internet caiu, no perÃÂodo em análise e face aos três meses anteriores, 13,7% em minutos e representou 19% do tráfego total, enquanto o tráfego de voz subiu 0,9% em minutos e 1,1% em número de chamadas realizadas, representando 81% do tráfego total.
O aumento no tráfego de voz resulta, segundo a Anacom, de mais chamadas ou tempo de chamadas para números móveis e do incremento do tráfego internacional de saÃÂda, já que para os números fixos desceu.
Quanto aos acessos, cresceu o acesso indirecto, onde foram originados 20,3% do tráfego total em minutos, mais 0,5 pontos do que nos três meses anteriores e mais 2,7 pontos que no segundo trimestre de 2004.
PT perde na voz
O grupo PT continuou a perder quota de mercado no tráfego de voz, tanto em minutos - 74,9%, menos um ponto percentual que no trimestre anterior -, como em chamadas - com 74,8%, ou seja 1,1 ponto percentual menos.
No final de Junho, o número total de clientes deste serviço na modalidade de acesso directo era de 3,14 milhões, menos 0,1% do que em Março, mas os novos operadores conseguiram aumentar o seu número de clientes em 8,4%, enquanto a quota de clientes de acesso directo do grupo PT teve uma quebra de 0,6 pontos percentuais, para 92,9%.
No acesso indirecto, através de pré-selecção, registou-se um crescimento de 6,7% do número de clientes, para 415.556, enquanto na selecção chamada-a-chamada registou-se uma quebra de 6,7% face ao trimestre anterior.
No final de Junho havia, segundo a Aanacom, 22 entidades habilitadas a prestar serviço telefónico fixo e destas 14 estavam em actividade.
Fonte: Lusa