VIENA - A PolÃÂcia austrÃÂaca ajudou a desarticular uma enorme rede internacional de pornografia infantil, com 2.360 suspeitos em 77 paÃÂses, incluindo o Brasil, na maior operação contra este tipo de crime, anunciou nesta quarta-feira, 7, o ministro do Interior austrÃÂaco, Günther Platter.
Em um servidor de uma empresa de internet foram achados oito bancos de dados com vÃÂdeos, que haviam sido acessados por mais de 8 mil usuários em 24 horas, sem que a empresa tivesse conhecimento do conteúdo, segundo o ministro. Os arquivos de internet "mostraram os mais graves abusos sexuais contra crianças", disse Platter.
Gerald Hesztera, coronel da PolÃÂcia Federal austrÃÂaca, disse àagência de notÃÂcias Efe que na lista de suspeitos deste crime há cidadãos de Argentina, BolÃÂvia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, México, Panamá, Peru, Venezuela, Paraguai e Porto Rico.
O porta-voz explicou que a operação foi coordenada em nÃÂvel internacional, com a participação e a ajuda da Interpol e da Europol, e disse que a divulgação da notÃÂcia na ÃÂustria se deve ao fato de que lá foram realizadas as investigações preliminares da operação.
O maior número de suspeitos está nos Estados Unidos, com 607 pessoas, seguidos pela Alemanha, com outras 406. Na França foram identificados 114 possÃÂveis envolvidos nos crimes. Na ÃÂustria, 14 dos 23 suspeitos já se confessaram culpados.
Material
A PolÃÂcia Federal austrÃÂaca confiscou 31 computadores, sete laptops, 23 discos rÃÂgidos e outros sistemas de armazenamento de dados, assim como 1.132 DVDs, 1.428 disquetes e 213 fitas de vÃÂdeos com um total de 8 terabytes (1.024 gigabytes) de material pornográfico infantil.
Em julho de 2006, surgiram os primeiros indÃÂcios que conduziram àdescoberta do caso, com a denúncia do proprietário de um servidor de internet na ÃÂustria de onde tinham sido carregados oito vÃÂdeos pornográficos por piratas cibernéticos.
O material pornográfico estava conectado a um link de uma página russa na internet, de onde podia ser baixado. Platter disse que esta página da internet foi fechada imediatamente e que o ministério obteve a lista de usuários. Entre os suspeitos estão estudantes, funcionários de governo e aposentados.
Fonte: estadao