Japoneses desenvolvem nariz artificial

Started by r1c4rd0100, October 16, 2006, 07:41:29 PM

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Japoneses desenvolvem nariz artificial

Investigador do Instituto de Tecnologia de Tóquio criou um gravador de odores que poderá vir a ser usado na concepção de perfumes.

Takamichi Nakamoto, do Instituto de Tecnologia de Tóquio, está a construir uma série de gadgets e de sensores que conseguem "cheirar", misturar e reproduzir um vasto espectro de aromas.
Uma das invenções mais ambiciosas que a sua equipa está a desenvolver é um sofisticado "gravador de odores", que consegue "cheirar" um objecto e reproduzir os vários aromas que o constituem, usando para o efeito uma série de químicos.

Na prática, se pegarmos numa maçã vermelha, o aparelho irá cheirá-la rapidamente e prontamente apresentar uma receita com os químicos necessários para recriar o odor.
Se quiser reproduzir esse cheiro, o dispositivo é capaz de misturar os elementos necessários e libertá-lo na exactidão, revela uma notícia da BBC.
"A nossa intenção é tornar todos os cheiros reprodutíveis", explicou à mesma fonte o investigador. "Para isso, tivemos de combinar duas técnicas: detecção de cheiros mas também produção", detalhou.


Por enquanto, o engenho, ainda um protótipo, só consegue mimetizar determinados aromas, por exemplo de banana, laranja, limão e maçã.
Sintetizar milhões de cheiros diferentes é ainda um problema, admitiu Nakamoto, uma vez que os odores "primários", a partir dos quais todos os outros podem ser criados, são imensos. Em vez disso, o investigador e a sua equipa optaram por "abastecer" a máquina com quase uma centena de químicos diferentes. Depois de escolherem os mais indicados para o resultado que se pretende obter, a máquina irá combiná-los de forma mais ou menos concentrada.
Normalmente, o dispositivo não acerta à primeira tentativa, mas vai fazendo novas experiências, comparando sempre o resultado com a receita original. A inteligência artificial do engenho só é possível graças aos vários processadores que o constituem, e funcionam em rede, de forma semelhante ao cérebro de um animal.

Uma coisa é certa, o aparelho já captou a atenção dos executivos de uma grande empresa de perfumes japonesa, e o seu criador antevê já uma série de potencialidades para o engenho.
No futuro, poderá substituir as pessoas que testam perfumes; servir para criar aromas (por exemplo o cheiro artificial de fruta fresca num supermercado) ou ajudar um médico a diagnosticar um doente à distância, assegura.
"Criar aromas para um ambiente de realidade virtual também é uma hipótese" acrescentou Nakamoto.

De resto, a sua equipa apresentou recentemente um jogo de computador que consegue gerar aromas que combinam com a acção que se desenrola no ecrã. O objectivo era simples: munidos de máscaras, os jogadores tinham de juntar ingredientes virtuais numa frigideira de forma a fazer um caril à japonesa.
Assim, de cada vez que lançavam um alimento para o lume, podiam cheirá-lo através das máscaras. Uma demonstração simples, mas que pode ter inúmeras potencialidades, por exemplo no e-learning , assegura Nakamoto.
"Imaginemos um estudante de inglês, se quando lhe ensinarmos a palavra \\'apple\\', lhe juntarmos o aroma de uma maçã, ser-lhe-á mais fácil lembrar-se do vocábulo".

Apesar de o futuro ser ainda uma incógnita, as aplicações "tecnológicas" relacionadas com os cheiros são inúmeras, e já não pertencem ao domínio da ficção científica.
Sessões de cinema com cheiro, televisão e filmes de DVD aromatizados são apenas alguns dos cenários, prestes a tornar-se realidade.

Fonte: ciberia

radikal-rider

E lá vou eu dizer o que sempre digo...inventam tudo...