Peugeot 407 SW 3.0 V6

Started by r1c4rd0100, February 23, 2006, 09:34:11 PM

Previous topic - Next topic

r1c4rd0100


Fabricado na França, o Peugeot 407 SW é um belo carro, além de sofisticado. Oferece, na versão 3.0 V6, aqui avaliada, itens como gerenciamento eletrônico da suspensão, câmbio automático de 6 marchas e acionamento seqüencial, faróis de xenônio (com lavadores e regulagem de altura automática), 6 bolsas infláveis, sistema de freios ABS com distribuição eletrônica e controle de estabilidade. Tudo isso por R$ 162.000,00.

Há uma versão mais barata, equipada com motor de 4 cilindros e 2 litros (potência de 138 cv), câmbio automático/seqüencial de 4 marchas vendida por R$ 114.000,00. É uma diferença grande ââ,¬â€œ R$ 48.000,00, suficientes para comprar um bom sedã, por exemplo. Por isso, embora bem melhor (falta fôlego ao motor de 138 cv para empurrar o carro), a versão V6 deva representar algo em torno de 15 % das vendas do modelo.

Concorrente de modelos bem mais caros, como o Audi A6 Avant e Mercedes-Benz E 350 Touring (na ordem, R$ 338.150,00 e R$ 315.000,00, porém com mais equipamentos do que a Peugeot, é verdade), a perua se destaca pelo belo desenho. A grande entrada de ar na dianteira, combinada aos faróis que avançam pelo capô e ao pára-brisa de inclinação acentuada, forma um conjunto moderno e agradável com a traseira (em que o vidro se abre separado da tampa, um bom recurso para colocar pequenas bagagens no porta-malas).

Mas se o desenho é bonito, tem também seus percalços. O balanço dianteiro (distância entre o centro da roda e a extremidade dianteira do carro) é grande demais e o resultado pode-se imaginar: o 407 SW quase ââ,¬Å"deixaââ,¬Â a frente em quaisquer trechos de angulação pouco mais acentuada. Se fosse um fora-de-estrada, se poderia dizer que a station Peugeot tem ângulo de ataque inadequado, reduzido demais. Uma saída de garagem subterrânea, por exemplo, é obstáculo para o carro se tiver a rampa inclinada em relação ao piso. Ou uma valeta, algo comum em São Paulo, pode ser um desafio a ser transposto.

Grande distância entre os eixos colabora para que se tenha bom espaço interno. Mesmo com 2.725 mm, o 407 SW não acomoda bem as pernas dos passageiros do banco de trás. Além disso, o entreeixos longo combinado à pequena altura do carro em relação ao solo evidencia que o lugar dessa perua é bem longe de lombadas. O assoalho raspa em qualquer elevação que se encontre pela frente.

Seus bancos revestidos em couro são confortáveis, com a firmeza adequada; os dianteiros possuem regulagem elétrica e aquecimento. O interior, todo na cor preta, tem um espesso carpete no assoalho e apliques em alumínio no painel. O painel de instrumentos tem iluminação na cor laranja, que dá um toque esportivo, e o computador de bordo oferece leitura completa sobre as características do carro. Por ali, também, é possível comandar funções como travamento automático das portas e funcionamento do ar-condicionado, entre outras. O modelo tem fixados na coluna de direção os comandos do controle automático de velocidade e do rádio toca-CD. Mas o destaque fica para o teto, quase todo de vidro ââ,¬â€œ há uma ââ,¬Å"cortinaââ,¬Â horizontal, que, aberta, ilumina todo o habitáculo do veículo.

Pesando 1.792 quilos, o 407 SW exige bastante do motor V6 de 3 litros, que corresponde à altura. Essa unidade já é conhecida de outros carnavais, ou melhor de outros modelos: o Citroën C5 também é equipado com ele. Com 4 válvulas por cilindro (duas para admissão, duas para exaustão) e variação de fase na admissão, tem potência de 211 cv a 6.000 rpm e torque máximo de 29 kgfm a 3.750 rpm. De acordo com a Peugeot, a perua chega aos 229 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos ââ,¬â€œ números realmente expressivos para um veículo desse porte.

Agrada bastante o conjunto de suspensões, independente nas quatro rodas e com gerenciamento eletrônico. Por meio de tecla no console central, se pode optar pelo modo ââ,¬Å"Sportââ,¬Â, em que o conjunto fica mais rígido e o carro inclina pouco menos a carroceria em curvas ââ,¬â€œ mesmo em modo ââ,¬Å"defaultââ,¬Â, no entanto, a perua se destaca pela pequena inclinação. Sua direção tem assistência hidráulica que se adapta às condições do piso e da velocidade de tráfego. Calçado com pneus 215/55 em rodas de 17 polegadas, o 407 SW toma curvas com desenvoltura e segurança, conferindo grande prazer ao dirigir.

O porta-malas tem 489 litros de capacidade (menos do que o Chevrolet Vectra, por exemplo, que tem 526 litros de capacidade), ampliáveis para 624 litros com o rebatimento dos bancos ââ,¬â€œ operação algo chata de se executar.











FONTE: