Autor Tópico: Super Funcionarios publicos  (Lida 848 vezes)

Offline CarvalhoD

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Super Funcionarios publicos
« em: Fevereiro 11, 2010, 04:41:32 pm »
Ora o hospital do Patrocínio foi construído com dinheiro privado e publico de pessoas que fizeram questão em aplicar o seu dinheiro ao serviço do bem comum (leia-se de todos nós). Isto colocou logo um problema à administração local e a administração do próprio hospital. Claro que isto é uma mera opinião minha com base no tempo que demoraram a operacionalizar o funcionamento do hospital, a sua edificação começou em 1972 acabando em 1997, penso que foram mais de 10 anos até o operacionalizar, o que parece ser um tempo recorde (38 anos) para os administradores públicos, é que os seus calendários são diferentes no deles foram 2 dias.

Dai que gostaria de dar os parabéns a toda a classe Médica, nomeadamente Médicos, enfermeiros, auxiliares e bombeiros, pois na minha opinião são uns verdadeiros heróis.

Isto porque desde a sua construção nunca se chegou a acordo sobre como realizar uma passagem aérea/ subterrânea entre os dois hospitais, pois não existe interesse quanto mais se atrasar o progresso para o bem de todos nós melhor e assim aproveita-se para rebaixar toda a classe médica como forma de exercer poder. Submete-se os médicos e doentes (todos nós) a um autêntico corrupio entre os dois hospitais rebaixando-os a condição de meros funcionários.

A justificação que ouvi para a passagem aérea foi a de que tapava a vista a cidade, a do túnel era o problema dos artefactos, claro que em caso de algum dia decidirem fazer a dita passagem deverá ser a subterrânea pois demora mais tempo a construir, cada vez que se encontrar alguma coisa pára-se tudo 1 ano no mínimo.

Ou seja a facilmente conclui-se que administração camarária põe a questão técnica e o pessoal capricho à frente da saúde dos seus cidadãos rebaixando toda uma classe profissional dedicada a servir com um imenso esforço de dedicação os seus princípios, e ao mesmo tempo toda a população, por acaso são os tais princípios que a administração local também estaria hipoteticamente obrigada a servir mas eles são super funcionários públicos estes assuntos menores não os atingem.

Todos os dias vejo estes profissionais e os seus doentes a passaram a famosa passadeira à chuva ao vento. É no mínimo vergonhoso, se houvesse respeito a passagem estaria construída e no seu interior deveria haver uma passagem rolante tipo aeroporto para reduzir o tempo de passagem entre os dois blocos no fundo do mesmo hospital. Lá andam os bombeiros num corrupio de ambulâncias entre os dois hospitais.

Deixo a mercê da vossa imaginação, quantos doentes terão falecido directamente* e indirectamente devido a questão estética da passagem aérea, entre o transporte e a espera de médicos.

Para cúmulo de toda está situação temos ainda de considerar as taxas moderadoras indirectas que revertem para os bombeiros e para a Câmara Municipal de Évora, refiro-me ao estacionamento pago pois se deseja-mos ir ao hospital e não tivermos condições para lá percorrer grandes distancias tentaremos deixar a viatura o mais próximo possível do hospital, logo para tal teremos que pagar o estacionamento, caso não pagarmos teremos sempre um funcionário pronto da EMEL a rebocar a nossa viatura, são a volta de 160€ de taxa moderadora. Isto é fabuloso pois reverte sempre para os cofres da administração local, não se paga aos bombeiros voluntários os valores devidos ao seu esforço, aproveita-se e rebaixar-se toda a classe ao colocar os bombeiros que realizaram um juramento a servir de arrumadores, para ganhar umas moedas para terem material socorrer uma verdadeira promoção aos olhos do super funcionário.

Claro que a administração local já decidiu responder a todas estas questões colocadas através da planta de um novo hospital a construir dentro de 1 mês e acabado em 6 meses e funcionando em pleno dentro de um ano, claro que estou a ironizar nos timings pois todos sabemos que dentro de 7 a 10 anos este estará a trabalhar em pleno ( previsão optimista) é no fundo uma forma de evitar a construção da passagem aérea que tapava a vista a cidade adiando o problema.

Para finalizar gostaria de deixar como sempre a nota sobre os custos destas decisões. Um profissional que gaste perto 5 min. no percurso diariamente e aufira 500€/mês , que todos sabemos que não auferem mas para efeito de contas vamos considerar este valor dá a módica quantia de 0,059€/min. * 300 passagens/dia ( considerando todo o pessoal médico)*30 dias do mês*12 meses do ano ó 0,059€*300*30*12=6,372€ perdidos em produtividade directa.

Se tiver falecido uma pessoa que seja com a escolaridade obrigatória e a este custo adicionar todos os custos que o estado teve com essa pessoa até ao dia do seu óbito, o custo de alimentação, formação (9º anos de escolaridade * 3000® €/ano = 27.000€) o custo é astronómico, são estes e outros factores que empobrecem o nosso pai todos os dias.

Com tudo isto gostaria de mais uma vez dar os meus sinceros parabéns a todo o pessoal ligado a saúde pois todos os dias operam verdadeiros milagres sem as mínimas condições que merecem para exercer a sua nobre profissão.

Já agora só para o fecho penso que hospital do Patrocínio tinha um fim específico o de hospital oncológico, o estado apropria-se de um bem privado com um fim específico não o deixando construir até que por fim consegue apropriar-se desse bem dando um fim completamente diferente. A sua obrigação era de o gerir para o bem de todos. A isso chama-se roubo e é ai que entra o super funcionário publico que quando se pedem responsabilidades este veste a sua capa da invisibilidade e ninguém o encontra para as pedir as responsabilidades devidas. Com esta me fico.

* Nota: Não estou a afirmar que tenha falecido alguém só estou a considerar essa hipótese pois parece uma possibilidade real.

® http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/chumbos-no-basico-e-secundario-custam-mais-de-600-milhoes-de-euros-por-ano_1327304

 

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