[Debate] Geração rasca, geração merda, ou geração Atrasada Mental?

Started by southafrikanse, April 03, 2009, 12:28:42 AM

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Bioknight

Sim, há gajos que entram nos cursos à rasca e saem à rasca. Se fores mesmo bom e apostares numa área com saida (em vez de coisas tipo psicologia e advocacia), tens emprego na certa (às vezes são as próprias empresas que vão buscar os alunos).
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Lok

[quote name=\'Bioknight]Sim\' date=\' há gajos que entram nos cursos à rasca e saem à rasca. Se fores mesmo bom e apostares numa área com saida (em vez de coisas tipo psicologia e advocacia), tens emprego na certa (às vezes são as próprias empresas que vão buscar os alunos).[/quote\']

È verdade, quantos cursos existem que não servem para nada ou como no caso dos advogados, são tantos que a maior parte deles não arranja emprego.

Mas voltando ao assunto. Aquela citação de Sòcrates que eu escrevi alguns posts atràs lembra que todas as gerações mais velhas pensam o mesmo das gerações mais novas. O mesmo aconteceu com a nossa geração.
There is a time when the operation of the machine becomes so odious, makes you so sick at heart, that you can't take part; you can't even passively take part, and you've got to put your bodies upon the gears and upon the wheels, upon the levers, upon all the apparatus, and you've got to make it stop. And you've got to indicate to the people who run it, to the people who own it, that unless you're free, the machine will be prevented from working at all!

manelinho27

Bem, depois de 2 minutos a pensar, tive uma ideia...

As opiniões variam  no que toca a ir para um curso superior...

A minha é de que vale a pena, pois conheço bastante gente com curso superior e nenhuma delas está desempregada ou trabalha em algo fora do contexto do curso, e conheço desde pessoas da minha familia até amigos ou conhecidos (amigo do amigo do amigo)

No entanto....... lembrei.me de uma coisa....

A situação geografica não terá relacionada com o facto de ser bom ou não ser tirar um curso? É so uma ideia...

Eu sou da zona da grande Lisboa ( margem sul). Provavelmente aqui, onde tudo acontece, será mais facil trabalhar na area de um curso tirado, sendo assim mais rentavel tirar um curso superior. ( Cursos de filosofia e de estudos africanos não contam)

Sabendo que nas zonas litorais e sobretudo na capital é onde tudo acontece, não será mais dificil fazer render um curso superior por exemplo nas zonas do interior do pais?

Digo isto porque da experiencia que tenho, tirar um curso superior é muito rentavel, pelas razoes que referi a cima. Mas como há tanta gente a dizer o contrario, faz.me pensar que possivelmente eu não terei a razão absoluta, fazendo assim com que talvez haja um factor determinante para haver razoes para um curso ser rentavel ou não.

Navyseal

Quote from: blue9seedEscolaridade até ao 12 para que? Sinceramente? Toda a gente vê isso como uma boa acção eu veria se as vias profissionalizantes estivessem bem mais integradas na sociedade, porque verdade seja dita quem vai hoje até ao 12 é para se armar em cagão na faculdade e andar mais 3 aninhos a mamar há contas dos papás em vez de dar o coirão ao trabalho...

Posto isto, espero pelas vossas divagações.

True, mas ainda mais grave é que temos altas taxas de abandono escolar até ao 9Ã,º ano, portanto não é altura para aumentar o ensino obrigatório. É necessário é compreender quais são as necessidades dos alunos que abandonam o ensino, perceber se o problema é económico, social ou familiar e intervir. Mais tarde quando o problema ficar resolvido, aí sim deverá ser ponderado o alargamento ao 12Ã,º ano.

Quote from: TijsAi, vão todos com essa Ideia!! Mas depois saem com o Canudo, e vê quantos exercem um emprego com a sua função!!

Em tudo é preciso sorte!

Não creio na sorte, acho que é preciso é estar muito bem informado, sobre como as coisas funcionam, para depois não meterem o pé na argola. Por outro lado é tempo também das pessoas saberem o que escolher: relações sociais ou vida profissional. Eu vi infelizmente várias colegas minhas com muito potencial, acabarem o curso e sem emprego escolherem casar ou parir, ou ficarem-se por ali, não quiseram prosseguir mais, tendo todas as condições para prosseguir, interessou-lhes mais foi a vida social. Portanto cada um colhe os ventos que semeia. Salvo problemas de saúde.

[quote name=\'Lok]È verdade\' date=\' quantos cursos existem que não servem para nada ou como no caso dos advogados, são tantos que a maior parte deles não arranja emprego.[/quote\']

O Estado não tem coragem de congelar vagas para educação, direito, ciências sociais nem saúde. Contudo deveria ser sua obrigação de colocar pelo menos uma percentagem de inserção no mercado para os candidatos terem isso em mente. Mas se os alunos hoje em dia não querem saber, porque haverá o Estado de crer?

Governo português: composto 100% de diplomados com curso superior
Governo sueco: composto por 21% de diplomados com curso superior

O resultado já todos sabemos...

Quote from: manelinho27Bem, depois de 2 minutos a pensar, tive uma ideia...

As opiniões variam  no que toca a ir para um curso superior...

A minha é de que vale a pena, pois conheço bastante gente com curso superior e nenhuma delas está desempregada ou trabalha em algo fora do contexto do curso, e conheço desde pessoas da minha familia até amigos ou conhecidos (amigo do amigo do amigo)

No entanto....... lembrei.me de uma coisa....

A situação geografica não terá relacionada com o facto de ser bom ou não ser tirar um curso? É so uma ideia...

Eu sou da zona da grande Lisboa ( margem sul). Provavelmente aqui, onde tudo acontece, será mais facil trabalhar na area de um curso tirado, sendo assim mais rentavel tirar um curso superior. ( Cursos de filosofia e de estudos africanos não contam)

Sabendo que nas zonas litorais e sobretudo na capital é onde tudo acontece, não será mais dificil fazer render um curso superior por exemplo nas zonas do interior do pais?

Digo isto porque da experiencia que tenho, tirar um curso superior é muito rentavel, pelas razoes que referi a cima. Mas como há tanta gente a dizer o contrario, faz.me pensar que possivelmente eu não terei a razão absoluta, fazendo assim com que talvez haja um factor determinante para haver razoes para um curso ser rentavel ou não.

Sim a regionalização seria um passo importante, mas também a descentralização do ensino superior, só recentemente é que as faculdades passaram a ter mais autonomia ao mudarem para fundações ou terem gestores. Contudo estão muito concentradas por pólos, quando poderiam espalhar as várias faculdades pelos vários municípios. ex: univ do porto, teria as suas faculdades espalhadas pelos 18 municípios que compõem o distrito. Isto levaria a um maior desenvolvimento local, pois as faculdades atraem comercio, transporte e construção.

Eu tenho um curso superior tal como vários colegas, não tenho emprego na área e diga-se que é em saúde. Contudo várias colegas com o mesmo curso não queriam voltar à terrinha tiveram desempregadas cá no Porto, quando voltaram à terrinha conseguiram arranjar emprego na área, nem todas, mas várias (cunha cof cof ou emprego precário)! Pois é este é outro problema de quem acaba os estudos, não está para trabalhar em qualquer lado, mesmo que as condições sejam melhores.
No meu caso de desemprego na saúde o problema é simples de explicar: usurpação de funções (malta com minha idade, sem curso superior a trabalhar onde não devia por lei), cunhas, automatização, grande falta de inspecção e sobretudo porque a saúde no privado está isenta de sanções, ou pelo menos parte dela está.

Outro problema grave dos nossos jovens é que têm oportunidades lá fora, até conhecem gente que está bem por lá com o mesmo curso, reúnem condições para emigrar e não o fazem por motivos sociais.

A maior parte da malta quer é o titulo e depois descansar à sombra da bananeira. Noutros casos querem poder usar a batinha a qualquer preço e sujeitam-se às condições mais precárias que existem só para não irem trabalhar em cafés, modelos e afins que curiosamente até pagam mais! "ao menos estou a trabalhar na área!" olha que grande coisa, licenciado pago a 450€ ou 500€ por mês, quando deveria receber na área 1020€. E enquanto estes marrecos são explorados o patron passeia de porsche! Isto aplica-se a toda a malta de saúde excepto medicina e ciências farmacêuticas (estes mais uns anos terão também no mesmo saco). Possivelmente aplica-se a outras áreas também.

O que está a dar e sempre deu -> curso profissional, e não há cá mas nem meio mas, é preciso é saber escolher uma área em condições folheando um jornal, não faltam ofertas de emprego para carpinteiros, canalizadores, cozinheiros, electromecânica entre outros, todos eles a ganhar muito mais que colegas meus licenciados que andam na precariedade. Depois talvez um curso superior, talvez.
Quando eu cheguei ao mercado de trabalho, aquilo que tinha estudado na faculdade serviu para cagar literalmente em cima, o que estudei até ao 12Ã,º, serviu para poder saber ler e escrever lol, nada mais.
É assim uma rica sensação de inutilidade e de vazio com que se fica, tantos anos a estudar, vai-se para o mercado de trabalho e um gajo não sabe fazer nada, pedem experiência ou curso para tudo e mais alguma coisa, mesmo que um gajo queira candidatar-se são logo cortadas as pernas por aí, nem a entrevistas chamam.

Ah e concursos públicos são outra rica farsa, para quem não sabe fica a saber. Os requisitos normalmente são ajustados à pessoa que eles conhecem e querem lá a trabalhar, noutros casos "esquecem-se" de colocar todos os documentos necessários para ingresso no concurso e a pessoa é impedida de concorrer por falha administrativa. Há ainda os que colocam datas apertadas para concurso de forma a terem o menor numero possivel de candidatos. São pelo menos alguns dos truques que já li por aí de malta a queixar-se, se é verdade ou mentira, bem eu já não me admiro de nada, neste rico Portugal.
Já conheces o meu novo blog? http://slayeralfa.blogspot.com

southafrikanse

[quote name=\'Navyseal]Outro problema grave dos nossos jovens é que têm oportunidades lá fora\' date=\' até conhecem gente que está bem por lá com o mesmo curso, reúnem condições para emigrar e não o fazem por motivos sociais.[/quote\']

Concordo com tudo o que referiste principalmente este ponto. Conheço gente que podia estar a fazer vida lá fora com melhores condições mas que têm medo de arriscar e não querer fazer um cú quanto a isso.

E estando eu licenciado também não estou a trabalhar na área. Vou trabalhar na área de base de dados (que também gosto) mas que em termos de electrónica nada tem a ver.
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"Knowledge is knowing that a tomato is a fruit, but Wisdom is knowing not to put it in a fruit salad."

Navyseal

Quote from: southafrikanseConcordo com tudo o que referiste principalmente este ponto. Conheço gente que podia estar a fazer vida lá fora com melhores condições mas que têm medo de arriscar e não querer fazer um cú quanto a isso.

Os que conheço não é por medo, mas por comodismo social "ah lá fora não conheço ninguém, aqui tenho a minha família, os meus amigos, namorado/a". A resposta que merecem é: não te queixes, fizeste uma escolha agora arca com as consequências.
Estão na flor da idade, têm a vida toda para conhecer novas caras, dar umas quecas e divertirem-se, mas só têm até aos 30 e poucos para arranjarem a formar-se e um emprego na área da formação, pois a partir daí, chapéu, quanto mais velhos ficam pior é para arranjar emprego decente ou pelo menos que esteja próximo daquilo que ansiamos ter (boas condições, bom ambiente, salário adequado...).

QuoteE estando eu licenciado também não estou a trabalhar na área. Vou trabalhar na área de base de dados (que também gosto) mas que em termos de electrónica nada tem a ver.

Eu até Novembro trabalhei, num emprego que apenas requeria o 12Ã,º. não me caiu nada ao chão, alias o emprego se requeresse o 4Ã,º ano era a mesma coisa, lol. Um gajo se quer trabalhar não vão ser os tomates que o vão estorvar, trabalho não é muito fácil de arranjar, devo admitir, mas arranja-se, emprego é que é outro assunto e é o que a malta procura.
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blue9seed

Mas o ponto principal mantém-se e vai se manter sempre, reparem numa coisa, eu conheço vários profissionais, que no máximo dos máximos tem um equivalente a um 9Ã,º, e são capazes de ter um ordenado ao fim do mês equivalente a o de um médico! Isto porquê? Simples querem um bom canalizador? Lixam-se tem de gramar com um franshising de gajos que não percebem um cú de canalização, que o que percebem, é o que deram nas formações da caca da mesma empresa que faculta o franshising... Criatividade? Cabeça para resolver os biscates que aparecem? Tá quieto! É neste ponto que eu defendo as vias profissionalizantes do ensino! E quando digo isto falo por experiencia própria, porque muitos meninos vêm as escolas profissionais de lado, mas podem ter a certeza que o método de aprendizagem é muito mais próximo do da faculdade do que o do ensino geral! Exemplos disso? A escola onde completei o meu curso, tinha uma grande vantagem para com os alunos, os professores praticamente todos das disciplinas técnicas e de algumas gerais optaram pelo método auto-didacta, que na minha opinião, resulta muito mais do que os professores lindinhos do ensino geral que chegam há sala e despejam o saco...

Não estou aqui a dizer que o ensino superior não deveria deixar de existir, estou apenas a dizer que em vez de notas altissimas nos exames, como método de filtragem, ou faculdades particulares para meninos riquinhos, deveriam existiram critérios de selecção e acesso, como deve ser, que selecionassem não apenas o aluno, mas sim a pessoa por trás desse aluno... Porque um bom médico não é o que acaba o curso com média de 19.9, e é uma péssima pessoa mas sim o que acaba com 14 e consegue ser uma pessoa integra e responsavel que consegue perceber o doente tanto fisica como psicologicamente.

Bioknight

Também tem de perceber alguma coisa de medicina, não é?
Mas sim, é o que eu estou sempre a dizer: este ensino foi feito para formar robôs, não seres humanos pensantes.
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Navyseal

Medicina é um caso à parte, é um curso de lobbistas, a média seria muito menor com o recurso às privadas, só que isso iria formar médicos a triplicar, coisa que o grande lobbie não quer, enquanto houver falta de médicos, vão todos ganhar muito bons ordenados sobretudo os especialistas.
O curso de medicina tem muitas cadeiras para saber e decorar, não é qualquer parolo que seja lá e já está, é preciso levar bases sólidas e principalmente gosto pelo estudo, chegam a ter que saber vários livros decor por ano. Por mais que queiram encontrar uma solução para facilitar o acesso a medicina, não é possivel, é preciso realmente estudar-se, conhecer-se as estruturas anatómicas, mecanismos fisiológicos, da patologia e do medicamento.
Quanto ao carácter humano isso é algo que a educação em casa deve dar e não a escola, se um médico não é capaz de se abstrair dos problemas do paciente, então não vai ser medico por muito tempo.
Já conheces o meu novo blog? http://slayeralfa.blogspot.com

Lok

Quote from: BioknightTambém tem de perceber alguma coisa de medicina, não é?
Mas sim, é o que eu estou sempre a dizer: este ensino foi feito para formar robôs, não seres humanos pensantes.

O ensino em geral foi criado para os alunos conseguirem regurgitar qualquer informação por mais estúpida e irrelevante que seja de forma automática. Quantos gajos è que existem por aì que nos testes têm valores altíssimos (porque sabem decorar) e depois em prática são uns falhados?
Acho que acontece com cada um, pelo menos acontecia comigo, em qualquer teste eu apenas decorava e tinha notas boas, depois de acabar o teste esse "saber" deixa de existir, simplesmente desaparece.
There is a time when the operation of the machine becomes so odious, makes you so sick at heart, that you can't take part; you can't even passively take part, and you've got to put your bodies upon the gears and upon the wheels, upon the levers, upon all the apparatus, and you've got to make it stop. And you've got to indicate to the people who run it, to the people who own it, that unless you're free, the machine will be prevented from working at all!

Bioknight

touché.
Deve-se exigir mais criatividade dos alunos e espicaçar o espirito crítico de cada um. Os professores deviam pedir mais a opinião dos alunos e tentar achar falhas naquilo que nos estão a tentar enfiar na cabeça.
O meu prof. de geografia disse, que ainda à pouco tempo, nos manuais escolares dizia que "os rios são bons para a indústria despejar os seus afluentes".
Hoje isso é considerado completamente errado.

O conhecimento baseado em factos está sempre em mudança. Devemos encorajar os alunos a desencolver capacidades que sejam úteis ao longo de toda a vida e não apenas úteis enquanto determinada teoria cientifica for válida.
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