[energias alternativas] Para guiar (já) amanhã

Started by Faboucas, September 04, 2007, 01:01:31 PM

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Faboucas

Boas!! Aqui ta um post para ajudar nso a salvar o planeta!  

Combustíveis alternativos
Pode o automóvel divorciar-se do petróleo? Testámos oito soluções energéticas.
Ideias para reduzir ou eliminar a actual dependência em relação ao petróleo e ao mesmo tempo defender melhor o ambiente não faltam. Neste trabalho submetemos as melhores soluções a uma prova de consumo. Ao mesmo tempo avaliámos as emissões, as prestações, a economia, a autonomia e o prazer de utilização de cada uma delas.
O tratado de Quioto e as ââ,¬Å"jogadasââ,¬Â políticas que tornaram a gasolina e o gasóleo mais caros do que nunca são factores mais que suficientes para repensarmos o futuro. A utilização de alternativas a curto e médio prazo é a melhor ideia para reduzirmos o consumo, a dependência, as emissões e, consequentemente, os encargos que temos com o combustível do nosso automóvel. Este pode utilizar várias fontes de energia e, no que se refere aos motores diesel ou gasolina, a evolução é notável. Para se perceber o que foi feito basta dizer que um VW Carocha consumia, há 30 anos, mais de 12 litros aos cem e que o seu sucessor (o Golf 1.4 TSi presente neste comparativo) gasta em média 7 litros (menos 41 por cento). É graças a este tipo de progressos que hoje 25 carros poluem menos que um único automóvel há 15 anos atrás.


Do gás natural à gasolina
Para além do VW Golf 1.4 TSi que usa o princípio da injecção directa num motor a gasolina, reunimos neste trabalho várias ideias que vão desde um motor convencional a gasolina de injecção indirecta, representado pelo Mercedes A150, até ao Ford Focus Flexi-Fuel, que tanto pode usar gasolina como uma mistura de 15 por cento de gasolina com 85 por cento de etanol (E85) num motor normal modificado, passando pelo GPL (Subaru Legacy), o gás natural (VW Touran Eco Fuel), as duas soluções híbridas mais acessíveis (Honda Civic Hybrid e Toyota Prius) sem esquecer a opção diesel com três por cento de biodiesel (uma mistura comum a todo o gasóleo vendido em Portugal) aqui representado pelo Renault Mégane 1.5 dCi de 85 CV, precisamente o que revelou ser o mais económico. O mais ecológico foi o Ford Focus quando funciona exclusivamente com o E85, enquanto a melhor ideia é a conjugação de interesses simbolizada pelos dois híbridos, que reúnem um pequeno motor a gasolina com um motor eléctrico. Esta associação rende 110 CV no Toyota Prius e 115 CV no Honda Civic Hybrid mas tem particularidades. O Prius pode funcionar apenas no modo eléctrico, ao contrário do Civic e ambos aproveitam a energia resultante das desacelerações e travagem para carregar as baterias situadas na mala.
O GPL (gás de petróleo liquefeito) e o gás natural não são ideias novas embora continuem a oferecer virtudes interessantes, como é o caso do preço (58 cêntimos para o GPL e 60 cêntimos para 1m3 de gás natural).
Infelizmente, estas duas soluções, que do ponto de vista tecnológico têm sofrido progressos significativos, carecem de apoios mais consistentes como uma legislação de incentivo à diversificação das fontes de energia. Enquanto o GPL já tem muitos postos de abastecimento, o gás natural só tem um posto em Lisboa! Esta é uma limitação bastante grande para o VW Touran Eco Fuel, cujas quatro botijas de 18Kg (26 m3) têm uma autonomia reduzida. O mesmo se passa com o depósito de 15 litros de gasolina que funciona como reserva.



Diesel vence
Durante o nosso ensaio, a autonomia do VW Touran EcoFuel não foi além dos 262 Km (contra os 310 Km anunciados), quase cinco vezes menos que o Renault Mégane que, com um consumo de 5,1 litros, ultrapassou largamente os 1000 quilómetros! O Subaru também consegue ir longe sem visitar a bomba, uma vez que junta os 653 quilómetros de autonomia do depósito de gasolina com os 450 quilómetros do depósito de GPL. Outra vantagem é que o recipiente para guardar o GPL deixou de ter o aspecto de uma botija de gás guardada na mala para passar a estar alojado no local do pneu sobressalente! O consumo médio deste Subaru oscilou entre os 9,8 litros a gasolina e os 11,2 litros quando trabalha com GPL. Mesmo assim, os custos de combustíveis são favoráveis à segunda fonte de energia. As despesas com o gás natural utilizado pela Touran são muito semelhantes ao GPL (ver tabela) de acordo com o consumo de 7,5 Kg (11,1 m3) aos 100 km.
No banco de potência do CEPRA o VW Touran mostrou-se mais potente quando usa o gás natural em vez da gasolina, que só dá para percorrer pouco mais de 100 quilómetros! Curiosamente, nenhum destes combustíveis alternativos revelou uma grande amizade para com o ambiente face aos níveis de CO2 anunciados e registados. Nesta matéria, o Renault Mégane 1.5 dCi consegue proteger melhor o ambiente de CO2! Mostrou ser o mais económico em tudo (preço, consumos, custos de combustível e autonomia) ao mesmo tempo que revelou mais potência (90 CV). O mais certinho em relação aos valores declarados pela marca foi o VW Golf TSi de 140 CV, que apresentou uma média de consumo quase igual (mais 0,2 litros). É também o que proporciona o maior prazer de condução graças à grande disponibilidade de binário. O Mercedes A150 não é tão agradável de utilizar nem tão económico.
A maior diferença nos consumos foi registada pelo Ford Focus Flexi-fuel, com uma média de 10 litros a gasolina e 13,6 litros com E85. Como este tipo de biocombustível não é vendido em Portugal, considerámos o preço de referência praticado nos países escandinavos (86 cêntimos o litro). Contas feitas, o custo de combustível desta opção energética é muito elevado.
Nos híbridos a situação é mais económica, tendo em conta os benefícios ambientais. Para além de reduzir o consumo e as emissões, a ajuda do motor eléctrico torna a potência e o binário mais expressivos e a condução mais agradável.






Fonte: Revista Turbo
                   Texto:Marco António
                   Fotos:Adelino Gonçalves e José Bispo
                   Metrologia:Miguel Gomes e CEPRA